Hoje bem cedo

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Hoje acordei bem cedo para ver o dia acordar.

Ainda escuro passei o café. Instantes depois, pela janela da cozinha, observei os primeiros raios do sol comendo a noite e acordando o mar.

O mar e eu, testemunhas da morte da noite, e do nascimento do dia.

​O dia nasce como nasce uma ideia, uma criança, um animal ou uma semente que germina para fazer um ciclo. O ciclo da vida.

​Escuto o som do arrebentar das ondas, sinfonicamente cadenciadas pela batuta do criador que não desafinam jamais. Perfeito! Maravilhoso! No vai e vem das marés, os desenhos borbulhantes das águas espumosas, brancas, pintadas com tinta à base de sal.

​Contemplativamente, fitei este cenário com os olhos e com a alma.

​O sol agora marcando presença, imprime uma energia cósmica nas pessoas, em suas caminhadas na areia praiana. Transfere energia também aos ciclistas que pedalam no calçadão e aos surfistas madrugadores que buscam as emoções nas ondas…

​Terminando o café na varanda, diante desta maravilha, observo um grupo de trabalhadores da construção civil se preparando para mais um dia laboral.

​Pequenas aves brancas, talvez garças marinhas, disputam no voltar das ondas suas primeiras refeições. O sol já comeu a noite, eu já terminei o café. As garças marinhas também. No horizonte um navio… obra do homem! Navegando no mar… obra de Deus!

​Diante desta beleza, lembrei dos filhos e dos seus pares. Dos amigos e parentes também. Dos que aqui estão e dos que já se foram. Orei por tudo. Por todos. Para você que está lendo agora, também. É verdade.

​Enfim, está aí um novo dia. Que seja bem-vindo!

​Marquei comigo um novo encontro, até um outro amanhecer…

​Bom Dia!


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