O Bullying

menina ruiva

Bullying significa intimidar, diminuir, agredir, deprimir ou qualquer outro adjetivo que desqualifique o agredido. Pode ser intencional ou não.

É um verdadeiro ato de terrorismo psicológico com consequências traumatizantes e muitas vezes irreversíveis.

Quem dá um tapa, esquece. Quem o recebe, não.

O autor ou os autores do bullying o fazem ou o praticam para terem completo domínio sobre o agredido, através de insultos, chacotas, ameaças e até da agressão física.

A vítima se torna refém do agressor ou dos agressores e passa a ter uma vida angustiada, medrosa e sofredora com consequências devastadoras que podem levar até ao suicídio.

Normalmente o ambiente escolar é a praia do bullying, embora ele ocorra em qualquer lugar como no trabalho, na família, na vizinhança, na sociedade, etc.

Uma certa menina que estudava em uma certa escola sofria bullying terrivelmente,  por ter muitas sardas no rosto. Pura maldade da turma, pois as sardas realçam e destacam a beleza. Penso que por inveja, resolveram praticar o terrorismo na jovem. Chamavam-na de “enferrujada”, “sardenta”, “rolha de iodo”, e outros apelidos desqualificativos…

A menina vítima não queria ir mais à escola. Sua vontade era parar de estudar. As algozes do bullying não davam trégua… Uma delas que é vizinha da vítima e conhecida de seus pais e familiares, um dia, marcou seu próprio rosto com pontinhos de caneta imitando as sardas, fez uma selfie e colocou nas redes sociais.

Foi a gota d’água. A garota vítima contou aos seus pais todo o seu sofrimento e disse que iria largar os estudos.

Comovido e muito preocupado, o pai foi à escola e oficializou o fato à diretora. Era hora do recreio… da janela se avistava os estudantes. A diretora perguntou ao pai se ele conhecia a menina entre eles.

– Sim… sim… a conheço. É aquela que está perto do bebedouro d’água.

– Tem tantas ali. Preciso ter certeza.

– É aquela gorducha que parece uma baleia e tem cara de anta…

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