O carancho!

carancho

Hoje lembrei de uma história contada pelo meu saudoso pai, que aconteceu na IREM  (Indústrias Reunidas Emílio Malucelli) na cidade de Palmeira-PR, de saudosa memória também!

Pedindo licença, com o olhar envergonhado, cabisbaixo, aquele homem entrou em sua sala para fazer uma reclamação de dois colegas de trabalho que o haviam apelidado, com um apelido esdrúxulo e de mau gosto extremo.

Inconformado ele dizia:

– Seu Tita, não consigo mais trabalhar direito, estou envergonhado, muito triste, não consigo dormir e há três dias nem consigo comer.

– Mas o que aconteceu? Em que posso ajudar?

– Pois é, tem dois caras no meu setor que me arrumaram um apelido. Não gosto disso. Peço que o senhor me ajude.

– Não fique nervoso, quase todo mundo tem um apelido. Veja, o meu nome é Baptista, e meu apelido é Tita.

– Sim, eu sei, mas o meu apelido é muito feio e eu não gosto. Por isso tenho nome e pelo nome quero ser chamado, o senhor entende?

– Mas afinal, do que o apelidaram?

– Me apelidaram de “carancho”.

– Carancho? Mas não é um apelido feio. O carancho é uma ave de rapina, aliás, muito bonita! Mas afinal, quais colegas o apelidaram?

– O “carniça” e o “corvo”, pode?

Pode sim, a história é hilária mas não termina aí! Meu pai comentou o episódio com alguém do escritório e ouviu…

– Cada apelido tem uma razão de ser ou uma correlação com algum fato.

– Como assim?

E a resposta foi esta:

– O “corvo” não come a “carniça”?

Está explicado. Sem comentários!

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