O João do Rock

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Dia destes, conversando virtualmente ou teclando, como queiram, com o ex-aluno e grande amigo Álvaro Telles, fui cutucado por não ter escrito algo sobre o Colégio Agrícola…

E com toda a razão. O Álvaro sempre foi um cara muito antenado. Tanto assim, que a Rádio FM Antena Sul, em Castro, é sua.

O amigo me “alfinetara” sutilmente e com elegância, por eu não ter escrito alguma crônica ou causo sobre o colégio no livro “Palmeira: Crônicas, Causos e Poemas”, lançado em dezembro próximo passado.

Vamos imediatamente corrigir esta falha contando que lá pelos anos de 1964, tinha um tal aluno que era conhecido como “João do Rock”!

Falava sempre com muitos gestos, era popular entre os colegas e exercia um certo fascínio entre as mocinhas da cidade… Que aliás, eram bonitas e dançavam bem!

O “João do Rock” se fazia presente nas promoções estudantis e participava assiduamente dos eventos sociais do colégio, sempre prestativo.

Vestia calças brim coringa, hoje, o jeans. Calçava a conga chamada de “keds” naquela época, hoje é o tênis.

Gola da camisa levantada e dobrada nas pontas, fazia um tipo Elvis Presley. Tinha um gingado no andar e “vomitava” muitas gírias, algumas difíceis de se entender.

Mas, o que mais chamava a atenção é que tinha pinta de roqueiro, entretanto não dançava, não tocava guitarra e nem tampouco cantava rock.

O tempo passou e depois de muitos anos fui descobrir a origem do seu apelido, contado pelo Seu Zé Caldas, inspetor de ensino na época.

Disse-me que em uma noite de breu, ao descer do colégio para sua casa, que ficava na própria escola, escutou um barulho estranho na pocilga. Foi até o local, silenciosamente para verificar o que estava acontecendo. Em um primeiro momento, achou que algum aluno estava “emprestando” um leitão para fazer um assado. Coisa que volta e meia acontecia. Era o churrasco domingueiro.

Mas qual sua surpresa, quando acendeu sua lanterna viu um aluno “namorando” uma leitoa. É verdade!

A leitoa era da raça Duroc. Qual aluno? O João!

Precisa falar mais? Por isto o apelido “João do Rock”, quando na verdade seria “João Duroc”.

As mocinhas da cidade nunca souberam disso. E hoje não faz mal que saibam. Já não são mais mocinhas e acho que nem dançam mais tão bem. Elas mesmas deram sem saber o seu apelido. Não conheciam a raça Duroc. Só o rock.

Daí o codinome “João do Rock” em vez de “João Duroc”.

Melhor assim…

 

Crônicas recomendadas: A segunda… ; Colheita de histórias!

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