Observatório praiano!

Foto: João Marcos Malucelli
Foto: João Marcos Malucelli

Cá de cima, eu tinha uma visão globalizada da praia que estava mais cheia que as malas do Geddel Vieira Lima!

Reparei numa menina de maiô vermelho que se atrevia a desafiar as ondas. Lembrei da minha infância e das recomendações da minha mãe: “Água no umbigo é sinal de perigo!”. Entretanto, pelo jeito, a menina não tivera esta mesma recomendação…

Bem no canto, onde a areia termina e encosta na calçada, um casal de namorados se “amassava”. Não era lugar, mas… Alguém aniversariava e um grupo de turistas cantava o “Parabéns a você”! Os fogos espocavam nos céus brindando mais um ano de vida. Viva!

Perto dali algumas pessoas em círculo e de mãos dadas parecia orar invocando as graças divinas.

O vendedor de sorvetes sorria, acho que as vendas estavam boas! Seu ombro esquerdo estava mais esfolado do que joelho de freira na semana santa. Ossos do ofício. Aliás, sorvetes do ofício.

A menina de maiô vermelho avançava mar a dentro, quase se afogando…. Ave Maria! Muitos veranistas se preocupavam com a garota, mas mesmo assim ela voltava a desafiar o mar.

Um senhor de cabelos grisalhos, chamou um Salva-Vidas para tomar alguma providência. Opa! Apareceu o pai da menina e chamou a atenção do Salva-Vidas, pode? Visivelmente embriagado deu seu show etílico. Deixe pra lá… Moral de bêbado não tem dono!

Não era lugar, mas…

A confusão foi aumentando com a chegada de um “companheiro de copo” que também resolveu desacatar o Salva-Vidas. A coisa começou a ficar feia… Daqui eu via que a menina de maiô vermelho estava se complicando. Que horror!

E todo mundo agora gritava “VOLTA, VOLTA!!”. JÁ não tinha mais forças para desafiar o mar.

O  Salva-Vidas mais que depressa e depois de muitas braçadas, alcançou a menina e num gesto heróico a salvou! Ufa!

Os banhistas ovacionaram e sob aplausos, o Salva-Vidas carregou a menina nos braços até a areia onde prestou os primeiros socorros!

Enquanto tudo isto acontecia e obedecendo minha intuição diabólica, voltei a olhar aquele casal que se “amassava”. O rapaz aproveitou que todo mundo olhava aquela cena, virou o guarda-sol para os banhistas para se proteger dos olhares e envoltos em uma toalha de banho, pasmem, fizeram sexo ali mesmo.

Não era lugar, mas…


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