Tem rodízio?

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Entre um cafezinho e outro, o amigo Luiz Sendek arrumava o notebook em minha casa. Comentava que fora ao médico fazer um check-up…

O resultado do exame de sangue acusava os seus abusos da mesa: colesterol alto, triglicerídeos acima do normal, glicose mais açucarada que algodão doce e por aí vai…

Nada de preocupante. Mas um bom sinal de alerta para rever os hábitos alimentares, o sedentarismo e também lembrar que os dezoito anos já tinham ido há algum tempo.

Receita na mão, escutava atentamente as recomendações médicas. Na verdade, tudo o que a gente gosta de comer, não pode. Faz mal.

Dr. Gerson sempre dizia: “Devemos diminuir a quantidade de comida, substituir as frituras pelos grelhados ou cozidos, reduzir as massas e refrigerantes, trocar o açúcar pelo adoçante e obviamente, fazer exercícios físicos!”.

A academia é uma aliada à saúde e ao bem estar. Aliás, um dia desses escutei: “A academia é para dois tipos de pessoas, para as que não precisam e para as que não adianta”…putz…

Risos e brincadeiras à parte, a maior preocupação do Luiz era substituir a carne vermelha pelo frango ou peixe:

– Mas Dr. Gerson, e o bife nosso de cada dia? Cortar a gordura? Leva 3 anos para engordar o boi e a primeira coisa que o senhor me fala é cortar a gordura? Isto é um sacrilégio! Como enfrentar o domingo sem a costela gorda?

O médico, pacientemente, incentivava a mudança dos hábitos alimentares e reforçava:

– Com um pouquinho de força de vontade e uma alimentação saudável, a qualidade de vida será bem melhor. Veja o universo de vegetais que existe! E quanto mais colorido o prato, melhor! Fica até com um visual aprazível! O verde claro da alface, o verde intenso do brócolis, a cor laranja da cenoura, o vermelho da beterraba, as bordas rendadas do agrião…

E estas foram exatamente as palavras do Luiz ao Dr. Gerson:

“Se salada fosse bom tinha rodízio!”.


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