Um fim de tarde de dezembro…

Foto: Mérula - Estúdio de Ilustração e Editora
Foto: Mérula - Estúdio de Ilustração e Editora

Neste finzinho de tarde onde o dia começa a bocejar, vejo algumas estrelas despertando a noite… O silêncio é quebrado pelo trinar de um solitário canário da terra, que parece fazer a segunda voz com o gorjeio do sabiá, que me espia, empoleirado em uma haste de antena de TV. Canta antenado, literalmente!

​Observo três pés de buganvílias que caprichosamente se derramam sobre o gazebo, prometendo a frondosa sombra para o verão que está surgindo…

​Uma leve brisa acaricia as flores! Exuberante admirar a ternura das suas pétalas de vermelho carmim, que contrastam com o verde escuro foliar…

Lentamente a noite vai engolindo o dia e fico pensando em mais um ano que se finda.

​Com os “dezembros” da vida, andam juntos a nostalgia e a saudade, que nos remetem aos tempos idos… Os sentimentos florescem como as buganvílias, perfumam e colorem nosso âmago, nossa essência, nosso interior…

Neste último mês do ano, a contabilidade da vida: soma, divisão, subtração e multiplicação!

Some com alguém todas as suas alegrias! Divida com seus afins, os momentos especiais! Subtraia substancialmente as desavenças e multiplique com todos, os momentos felizes!

Feliz Dezembro!


Crônicas recomendadas: Espiando a tarde ; Virgínia Brustolin de Olivera

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