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A Inquisição não acabou.

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Nova obra do professor e educador Samuel Lago é um manual explicativo e histórico de um dos períodos mais sangrentos que a humanidade já viveu

O que foi a Inquisição?

Como ela era usada pela Igreja para reprimir e torturar os considerados hereges e pecadores?

Qual foi a herança que este período sangrento da história da humanidade deixou e que permanece até hoje?

A Inquisição Não Acabou, lançamento da Editora Nossa Cultura, é um convite a uma viagem histórica pelos períodos em que a repressão e a tortura eram usadas pela Igreja como forma de exercer poder e autoridade.

Na primeira parte, o livro traz uma construção ideológica do que foi a Inquisição, imposta como ferramenta de “proteção” da fé, praticada principalmente pela Igreja Católica, mas também por outras religiões que a usaram em nome de Deus.

Em uma linguagem crítica que prende o leitor do início ao fim, o autor detalha as origens da Inquisição, como eram reconhecidos os hereges, o passo-a-passo do julgamento à sentença, aspectos do contexto histórico da Idade Média, os tipos de tortura utilizados na época, a caça às bruxas, entre outros assuntos.

O Tribunal de Lima/Peru processou 1.477 pessoas entre 1569 e 1820.

Metade foi queimada viva e outros tanto condenados ao garrote.

Motivos?

As vítimas eram acusadas e sentenciadas por serem protestantes, judeus bígamos, supersticiosos, blasfemos, falsos celebrantes, visionários, homossexuais ou religiosos casados.

Estima-se que juntas, a Inquisição tenha feito mais de 370 mil vítimas apenas na Península Ibérica (Portugal + Espanha).

A segunda parte da obra revela um rico caderno de fotos, resultado de inúmeras visitas que o autor fez a museus de tortura espalhados pelo mundo, mostrando os mais cruéis e inimagináveis instrumentos usados para punir, ferir e matar.

Já a última parte do livro é um retrato de como ainda é possível encontrar, nos dias de hoje, os resquícios de uma cultura opressora e inquisitorial, no que se refere a aspectos atuais como, por exemplo, a violência doméstica, a escravidão moderna, os grupos terroristas e os preconceitos raciais.

Com um olhar crítico, o autor provoca o leitor com reflexões pontuais, tornando a leitura estimulante e ativa.

A obra chega às livrarias do Brasil a partir deste mês.