Barão Vermelho tenta voltar com cantor de reality show

suricato

Lamentar a saída do guitarrista e cantor Frejat do Barão Vermelho e a manutenção da banda com o tal Suricato na sua vaga pode ser senso comum, mas incomoda muito os fãs de rock nacional. O Barão Vermelho é uma instituição da música brasileira que revelou Cazuza, um dos maiores poetas da geração 80. E de repente manter as atividades do grupo com um vocalista sem expressão advindo de um reality show de televisão? Fazer o que… Quem tem a propriedade do nome da banda faz o que bem entende. O filho do Renato Russo já não produziu tributo com Ivete Sangalo cantando a obra do pai? É assim que funciona. E daqui para frente os integrantes que restaram (Gutto Goffi, Maurício Barros, Rodrigo Santos e Fernando Magalhães) vão marcar alguns shows com a marca e quem sabe até gravar algum álbum. Espera-se pouca repercussão. Infelizmente o rock nacional já não atrai tanto público. Ou alguém soube que a banda Blitz do Evandro Mesquita lançou novo CD na semana passada?

Nos últimos dias, o grupo soltou na mídia e nas redes sociais que pode chegar a gravar canções inéditas com o que restou do Barão. Aí depende do interesse de alguma “grande” gravadora, se é que isto ainda existe. O grupo está tentando. Solta uma nota aqui, outra notícia ali. É uma estratégia para ver se a ideia repercute. O baixista Rodrigo Santos publicou foto da nova formação do Barão. No registro, o baterista Gutto Goffi (integrante ainda da formação que tocou com Cazuza) usando uma camisa estampada com o dizer “I Love Rock”. Será?

Na verdade seria mais honesto com a história do grupo se o baixista Rodrigo Santos assumisse o vocal. Ele está no Barão desde o início da década de 90 e, com o tempo, também construiu sólida carreira solo cantando, com a gravação de alguns discos e DVD.

Mas não foi o que aconteceu apesar de muitos fãs manifestarem a sugestão nas redes sociais.  O negócio agora é engolir o Suricato. Fazer o que? Pelo menos não é o Fábio Porchat.