Black Sabbath com Ozzy se despede em Curitiba com 13 clássicos

bscwb

Por André Molina e Julio Cesar Lima

Depois de quase 50 anos de carreira, o Black Sabbath aterrissou em Curitiba para realização de show. A apresentação foi nesta quarta-feira (30 de novembro) na Pedreira Paulo Leminski e contou com um repertório objetivo e eficiente com 13 canções compostas na década de 1970 (período conhecido como a fase “Ozzy”). É bom mencionar que o show faz parte da turnê de despedida (pelo menos desta formação) chamada “The End”.

Como antecipado pelo SINNERS, o set list não teve alteração em relação ao da turnê. O show iniciou com a canção “Black Sabbath”, que batizou a banda e foi gravada no LP de estreia. Vale mencionar que a música é uma espécie de blues macabro e seguramente criou a identidade da banda. Do primeiro álbum ainda foram incluídas “NIB”, uma das mais cultuadas pelos fãs, e a relativamente obscura “Behind Wall Of Sleep”.

Um dos álbuns mais valorizados pelo Sabbath foi o “Paranoid”. O repertório conta com “Fairies Wear Boots”, “War Pigs”, “Iron Man”, a faixa título e “Rat Salad”, com solo de bateria do novato Tommy Clufetos, que substituiu o baterista original Bill Ward. Como esperado, são algumas das canções que mais contagiam o público. “Paranoid” fechou a apresentação com Bis iniciado pelo próprio vocalista Ozzy Osbourne gritando: “One more song, one more song ”. A clássica “Iron Man” que chegou até às massas menos roqueiras devido à inclusão na trilha sonora do filme “Homem de Ferro” foi o momento mais festejado entre os fãs mais novos.

O disco “Master of Reality” também contou com um bom número de canções. A inesperada “After Forever” com o belo baixo de Geezer Butler foi a terceira tocada na noite passada, seguida de “Into The Void”, do mesmo trabalho. “Children Of The Grave” fechou o show antes do Bis. Esta também com o característico baixo raivoso de Geezer Butler.

Os discos Technical Ecstasy e Vol. 4 foram lembrados com “Dirty Women” e “Snowblind” respectivamente. A primeira foi bem aplaudida por não ser tão lembrada nos shows do Black Sabbath e a segunda, como outras, teve destaque dos solos do guitarrista e líder Tonny Iommi (único integrante do Black Sabbath presente em todos os álbuns da banda).

Muitos consideraram o show meio curto. Canções obrigatórias como “Sweet Leaf”, “The Wizard”, “Sabbath Bloody Sabbath” e “Symptom Of The Universe” foram deixadas de lado. Especula-se que as duas últimas a banda dispensou, por exigir fôlego demais de Ozzy Osbourne, que já está com a idade avançada se forem considerados os excessos que cometeu no decorrer de sua carreira.

Para Marcos Rodrigues, que viajou do interior paranaense para o show, houve a sensação de um show curto, mas com os clássicos pontuais isso ficou esquecido. “Achei um pouco curto, mas todos entendemos, a idade pega, mas foi a realização de um sonho, nunca esquecerei”, comentou.

Dentro da Pedreira, porém, fãs faziam leilões rápidos para poderem ter um copo da turnê, que somente os que chegaram horas antes do show conseguiram. A empresa de bebidas disponibilizou alguns para a cerveja, mas logo acabaram. Em alguns pontos, era possível ver eles serem revendidos por outros fãs a preços de leilões.

Porém, foi uma bela despedida. Ah… É necessário comentar também a breve apresentação de abertura do Rival Sons. Percebe-se que a banda já tem um grupo seleto de fãs. Seu som é totalmente influenciado pelo hard rock setentista. Deve ser isto que motivou sua inclusão em toda a turnê mundial do Black Sabbath. Eles possuem um estilo fácil de agradar os admiradores deste tipo de música.

Mesmo sendo uma noite roqueira, ao final do show centenas de pessoas entoaram o canto “vamos, vamos, vamos Chape, vamos Chape”, mostrando que a tragédia ocorrida com o clube catarinense também contagiou os corações do rock!

SET LIST

Black Sabbath

Fairies Wear Boots

After Forever

Into the Void

Snowblind

War Pigs

Behind the Wall of Sleep

N.I.B.

Rat Salad (e solo de bateria)

Iron Man

Dirty Women

Children of the Grave

 

Bis:

Paranoid