Fanzine Mosh reaquece mercado editorial impresso do rock

jão

Em formato impresso, a revista Fanzine Mosh está comemorando seu trigésimo aniversário. Em sua nova edição, o veículo de comunicação traz King Diamond na capa e segue na contramão do mercado editorial, pois todos sabem que o meio digital é o mais explorado quando se trata de jornalismo musical, principalmente.

O jornalista e editor da revista André Smirnoff justifica porque continua a publicação em papel. Segundo ele, o caráter documental e a admiração que os fãs de rock ‘n’ roll têm pelo impresso motivam o trabalho.

“Acredito que a motivação maior ainda é o amor à música e a fotografia. E acreditar que muitos também querem algo mais do que digital, querem ter o contato físico que hoje está raro”, argumenta.

O meio físico pode ser encontrado em pontos de vendas de diversos municípios brasileiros, como Aracaju, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo. A continuidade da publicação no papel atende uma demanda de admiradores do rock pesado que criou o hábito de ler revistas especializadas ainda nas décadas de 1980 e 1990. Algumas publicações lembradas são Bizz, Rock Brigade e Roadie Crew.

Além da disponibilidade da revista em pontos de vendas como, Cogumelo Records (Belo Horizonte), Hand e Made e Lets Rock, em Curitiba, diversas lojas da Galeria do Rock em São Paulo, o editor também encaminha o Fanzine Mosh por correio. Alguns nomes importantes da cena roqueira brasileira já manifestaram apoio a está iniciativa no jornalismo, como o guitarrista Jão dos Ratos de Porão e Moyses Kolesne do Krisiun.

Na foto: Jão,  o fundador e guitarrista dos Ratos de Porão