Dia das Crianças: Projeto busca cidadania pelo voleibol

Foto: Reprodução / Facebook
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Com informações de Rosângela Gris | Metro Jornal Maringá

Bianca Panza Garcia tem 14 anos e treina voleibol diariamente há cinco. Giovanna Rodrigues Gonçalves, 15 anos, ‘frequenta’ as quadras há cerca de um ano. Já Ana Lara Vieira, 13 anos, adotou o vôlei como prática esportiva há pouco mais de três meses. Embora com graus de familiaridade diferentes com a modalidade, as três garotas sonham com uma carreira esportiva. Sonho que compartilham com tantas outras crianças e adolescentes, de 10 a 17 anos, que participam do Núcleo Vôlei Ricardinho.

Idealizado pelo levantador Ricardinho, campeão olímpico, o projeto social foi lançado em maio e iniciou as atividades em junho deste ano. Gratuitas, as aulas ocorrem de segunda a sexta-feira no Colégio Carlos Demia e na Escola Municipal José Hiran Salle, Instituto de Educação e Colégio Vital Brasil.

“É a realização de um sonho que tínhamos desde que voltei para Maringá. Sempre imaginei um projeto voltado para crianças e adolescentes que incentive o esporte e a cidade”, diz Ricardinho, também levantador e presidente do Copel Telecom Vôlei Maringá, time que representa a cidade na Superliga.

Com pouco mais de quatro meses de atividade, o Núcleo Vôlei Ricardinho atualmente conta com fila de espera. Hoje, são atendidas 300 crianças e adolescentes, número que só não é maior por falta de incentivo financeiro.

Foto: Ricardo Lopes / Metro Maringá

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“Encarei sozinho esse projeto, com incentivo da minha família. É prazeroso e muito gratificante ver o que conseguimos fazer nesses quatro meses. Espero conseguir parceiros que vejam esse projeto com os meus olhos, como uma oportunidade a esses jovens, e colaborem para que ele tenha continuidade”, diz Ricardinho.

Bianca, Giovanna e Ana Lara também torcem pelo futuro do projeto. “Eu acho uma iniciativa muito bacana, que abre oportunidades por meio do esporte”, diz Ana Lara.

Bianca, que é filha de Ricardinho, não esconde o orgulho da iniciativa do pai. Ela diz que pensa em seguir os passos do levantador tanto na carreira esportiva como no engajamento social. “Se um dia eu for uma atleta vencedora como ele, também quero abrir uma escolinha de vôlei”, diz a garota.

Giovanna, que antes do contato pessoal por meio do núcleo acompanhava Ricardinho como torcedora, também elogia o levantador e diz que caso se torne uma atleta ele terá parte dos méritos.