Desvios descobertos na Operação Pecúlio geraram prejuízo de R$ 30 milhões

Foto: Arnaldo Alves/ANPr
Foto: Arnaldo Alves/ANPr

Os desvios feitos pela organização criminosa que agia na prefeitura de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, chefiada pelo ex-prefeito Reni Pereira (PSB), é de R$ 30 milhões segundo a Polícia Federal.

Para chegar a este número foram contabilizados os contratos fraudados de obras de pavimentação asfáltica e de serviços para saúde e outros documentos que ainda estão em análise na Operação Pecúlio.

A delegacia da fronteira, responsável pelo caso, apresentou o balanço de dados das ações, nesta sexta-feira (24).

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Operação Pecúlio 

A Operação Pecúlio foi deflagrada no dia 19 de abril de 2016. A investigação tem mostrado que servidores públicos de várias secretarias municipais, diretores, agentes políticos, ex-secretários e empresários tinham um esquema montado para desviar dinheiro por meio de fraudes em licitações.

54 pessoas foram iniciadas pela PF na operação. O Ministério Público ofereceu denúncia contra 85, entre elas o ex-prefeito Reni Pereira, que viraram réus na operação após a Justiça acatar a acusação.

Segundo as investigações, Pereira é o líder da organização criminosa que envolve agentes políticos, vereadores, ex-vereadores, além de empresários da região. Entre os esquemas, o grupo recebia propina para aprovar e privilegiar empresários com contratos com a prefeitura.