Greve geral afeta transporte, educação e outros serviços em Maringá

Foto: APP-Sindicato
Foto: APP-Sindicato

Com Metro Maringá

Trabalhadores do setor público e iniciativa privada realizam nesta quarta-feira (15) um dia de protestos. Em Maringá, o movimento deve mobilizar diversos sindicatos. Confirmaram participação os bancários, metalúrgicos, da construção civil e da alimentação.

O ato será principalmente contra as reformas trabalhistas e da previdência que estão em andamento no Congresso.

O protesto marca também a possibilidade de início de uma greve geral dos professores e demais servidores da educação no Paraná. Em Maringá, segundo a APP Sindicato, a concentração dos manifestantes deve acontecer no Restaurante Universitário da Universidade Estadual de Maringá, a partir das 8h. Depois, o grupo segue até a agência do INSS localizada na avenida XV de Novembro, no Centro da cidade. Um outro grupo vai para Curitiba.

A paralisação ocorre um mês após o início do ano letivo. Na segunda-feira (13), representantes do sindicato se reuniram com a secretária de educação Ana Seres Comin e o chefe da Casa Civil Valdir Rossoni.

Durante o encontro, a APP solicitou uma nova reunião com o governo do estado, no entanto, o Executivo não confirmou participação. “Estamos fazendo o máximo para manter o diálogo, para reafirmar a necessidade de um debate pacífico, positivo, que restaure, nas escolas, o clima necessário ao processo de ensino e aprendizagem”, disse o presidente da APP, Hermes Silva Leão.

Os representantes do governo informaram durante a reunião que serão lançadas as faltas dos servidores (professores e funcionários) que aderirem à paralisação a partir de hoje. “O governo será irresponsável se assumir compromissos que não podem ser cumpridos. Este é um posicionamento que não vai mudar com a greve”, disse Rossoni.

Ainda segundo o chefe da Casa Civil, nos últimos seis anos os servidores tiveram reajuste salarial de 146% enquanto, de acordo com o governo, a inflação do período (IPCA) foi de 49%. E em janeiro, foram implantadas as promoções e progressões à categoria.

Transporte público

Motoristas do transporte coletivo de Maringá também pararam hoje a partir das 6h. Eles realizam um ato ao lado do Terminal Urbano no Centro de Maringá. A expectativa da direção do sindicato é de que o movimento dure aproximadamente quatro horas.

Segundo a direção sindical, o trabalhador que quiser cumprir a jornada não será impedido pelos manifestantes. No caso dos trabalhadores do transporte coletivo, o ato será apenas hoje. A TCCC e a Acim obtiveram na justiça mandado de segurança que obriga os manifestantes a colocarem em circulação no mínimo 70% da frota.

“Queremos mostrar nosso descontentamento. Se alguém começar a trabalhar com carteira assinada aos 16 anos, vai precisar trabalhar até os 65 para conseguir a aposentadoria”, disse o presidente do Sindicato dos motoristas de Maringá, Ronaldo José da Silva.

Servidores

O Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar) confirmou que a concentração da categoria será por volta das 8h em frente ao Paço Municipal, na avenida XV de Novembro. Após isso, a exemplo da APP, os servidores vão seguir até o INSS, que fica a menos de 100 metros da prefeitura.

“Às 9h vamos nos juntar, em frente ao INSS, a outras categorias que também estarão paralisadas. A adesão precisa ser grande porque essa será uma demonstração de força dos trabalhadores para o governo Temer”, explicou a presidente do Sindicato, Iraídes Baptistoni.

Ainda segundo a presidente, a adesão dos servidores municipais da educação tem sido grande. Ontem, ao longo do dia, dirigentes do sindicato fizeram mobilização em várias repartições da prefeitura de Maringá, dentre elas a Secretaria Municipal de Serviços Públicos. A Central Única dos Trabalhadores (CUT), que tem coordenado os protestos em todo o Brasil, reforçou que as paralisações são em virtude das reformas da Previdência e Trabalhista.

O aumento da idade mínima para 65 anos e a definição de tempo de contribuição em 49 anos para receber o benefício integral da aposentadoria é considerada segundo a CUT, ‘uma vergonha principalmente com os que mais precisam, aqueles que começam a trabalhar antes e em piores condições’.

Ainda segundo a entidade, o movimento é contrário às reformas na aposentadoria dos trabalhadores rurais e dos professores A CUT informou também que o ato abre um calendário com diversas mobilizações marcadas para acontecer ao longo do ano. O objetivo do ato é pressionar os deputados para que votem contra as reformas que tramitam no Congresso Nacional.