Hospital de Clínicas e universidades enfrentam paralisação contra a PEC 241

Foto: Rogério Machado/SMCS

Com BandNews Curitiba

O atendimento à população no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR-PR), em Curitiba, deve ser afetado a partir desta segunda-feira (24) por causa da greve deflagrada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba (Sinditest).

A paralisação, que não tem data para acabar, é contra a PEC 241, Proposta de Emenda Constitucional que cria um teto de gastos públicos e congela as despesas do governo federal, com correção pela inflação, por até 20 anos.

Para o coordenador-geral do sindicato, José Carlos de Assis, a medida traz grandes prejuízos à área da saúde. “Iniciamos uma greve nacional contra essa PEC que vai durar o período em que ela estiver tramitando no Congresso. E ela vai para o Senado agora, sem prazo determinado”, afirma. A PEC será votada em segundo turno na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (25).

Em todo o estado, são mais de 15 mil técnicos administrativos. A greve engloba funcionários da Fundação da Universidade Federal do Paraná (Funpar), da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila).

Segundo o coordenador, os serviços no HC devem ser cada dia mais afetados. Por isso, quem tem algum exame, consulta ou procedimento marcado deve ligar para o hospital para saber se o agendamento está mantido.

“Nessa semana, a gente está organizando a greve, principalmente, no hospital, que é o que mais atinge a população. A gente tem que manter 30% funcionando, estamos organizando as escalas”, afirma. Segundo José, já há vários setores administrativos parados e mais áreas do hospital devem ser atingidas pela paralisação a partir da próxima semana.

O telefone do HC é o 3360-1800. O Hospital de Clínicas é o maior hospital público do Paraná e atende, por ano, mais de 1 milhão de pessoas.