Justiça concede liberdade a ex-prefeito de Piên acusado de matar prefeito eleito

Gilberto Dranka

O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJ-PR) concedeu  liberdade ao ex-prefeito de Piên, Gilberto Dranka, na tarde de quinta-feira (8).

Preso desde 31 de janeiro de 2017, Dranka é acusado de envolvimento no assassinato do prefeito eleito do município de Piên, Loir Drevek, morto em dezembro de 2016.

Dranka, que foi liberado na noite de ontem, fará uso de tornozeleira eletrônica para responder o processo em liberdade. Ele e outros três acusados são réus no processo que investiga a morte de Drevek.

O advogado de defesa de Dranka, Cláudio Dalledone Junior, afirma que o ex-prefeito é inocente e vítima de uma investigação confusa e falha. “Dranka não está, nem nunca esteve envolvido neste crime. No tempo certo, todos os fatos serão esclarecidos e a verdade virá à tona”, decretou Dalledone.

O presidente da Câmara de Piên, Leonides Maahs (PR), também é acusado de ter contratado um matador de aluguel para executar o prefeito eleito.

O caso

O ex-prefeito de Pien, Gilberto Dranka, do PSD, e o presidente da Câmara da cidade Leonir Maahs, do PR, teriam contratado um matador de aluguel para executar o prefeito eleito Loir Dreveck, do PMDB. O intermediário da negociação do crime seria Ovandir Pedrini, empresário dono de uma oficina que prestava serviços para o ex-prefeito.

De acordo com a Polícia Civil o motivo do crime seriam divergências entre o prefeito eleito e Dranka. Os dois pertenciam a mesma chapa politica durante as eleições do ano passado. Depois que Dreveck venceu o pleito, ele teria recusado a favorecer Dranka dentro da Prefeitura.

De acordo com o delegado Rodrigo Brown, o prefeito eleito pretendia oferecer cargos comissionados apenas para técnicos e não iria favorecer pessoas ligadas ao grupo de Dranka.

Outras duas pessoas foram presas na manhã desta terça. Os mandados judiciais são de prisão temporária, com prazo de 30 dias. Oito mandados de busca e apreensão e três de condução coercitiva – quando a pessoa é levada para a delegacia para prestar depoimento, também foram cumpridos.

O crime

Loir Dreveck

Loir Dreveck. Foto: Reprodução/Facebook

Dreveck morreu no dia 17 de dezembro, três dias depois de ser baleado na cabeça. Ele foi alvejado quando viajava para Santa Catarina, pela PR-420.

Dreveck estava em um carro da prefeitura, com a família, quando foi surpreendido por um motociclista que disparou contra ele.

O prefeito eleito foi atingido na cabeça e encaminhado em estado grave ao Hospital e Maternidade Sagrada Família, em São Bento do Sul, Santa Catarina, mas não resistiu aos ferimentos.

Loir Dreveck (PMDB) venceu a eleição em 2016 com 4.232 votos. O concorrente, João Padeiro (PSDB), fez 4.113 votos.

Armado 

Em outubro de 2016, Gilberto Dranka (PSD) foi parar na delegacia depois de uma discussão com um servidor concursado de Piên.

O servidor disse à polícia que o prefeito foi em sua sala na prefeitura e apontou uma arma para sua boca o ameaçando de morte.

Na época, o então prefeito deu outra versão e disse que foi até a sala do servidor apenas para pedir que ele parasse de “prejudicá-lo”. Dranka negou que tenha apontado uma arma.