Manifestação reúne 100 mil pessoas no Paraná, segundo sindicatos

Manifestação

Foto: Narley Resende

Fernando Garcel, Narley Resende e Mariana Ohde

Organizados por sindicatos de várias categorias, a paralisação do Dia Nacional de Lutas Contra a Reforma da Previdência reúne em Curitiba cerca de 50 mil pessoas, de acordo com a Central Única dos Trabalhadores (CUT). A Polícia Militar (PM) estima que sete mil pessoas participam dos atos na capital. Em todo o Paraná, a organização estima que 100 mil pessoas tenham aderido ao movimento.

Entre as categorias que aderiram parcialmente a paralisação estão motoristas e cobradores, metalúrgicos, químicos, servidores públicos, portuários, aposentados que protestam desde o início da madrugada. A série de greves e protestos tem como foco principal a reforma da Previdência e a reforma trabalhista, ambas em discussão no Congresso.

Em Curitiba, a manhã foi de passeatas pacíficas e a Polícia Militar (PM) está de prontidão ao entorno. A Avenida Cândido de Abreu, no Centro Cívico, permaneceu bloqueada. Grande parte do movimento permaneceu concentrada na Praça Nossa Senhora de Salete, em frente ao Palácio Iguaçu, sede do Governo do Paraná e palco do confronto do dia 29 de abril de 2015. Outra parte dos manifestantes se reuniram em frente ao prédio histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e marcharam pelo centro da cidade. O prédio da prefeitura permaneceu fechado. Um cordão de isolamento e cones foram colocados em frente ao local. Guardas Municipais permanecem durante todo o dia no telhado observando a movimentação.

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Na esfera municipal, são 140 escolas fechadas. “Mais de 85% de adesão. Na manifestação, participam cerca de cinco mil professores da rede municipal”, afirmou Viviane Bastos, organizadora da manifestação do Sindicato dos Servidores do Magisterio Municipal de Curitiba (Sismmac). Além de protestar contra a reforma da previdência, os professores municipais reivindicam o pagamento do plano de carreira da categoria.

Além da capital, outras cidades paranaenses fizeram parte do movimento nacional. Em Paranaguá, no litoral do Estado, metalúrgicos e funcionários do porto paralisaram as atividades e fizeram um ato na entrada da cidade. Em Londrina, no norte, e em Maringá, no noroeste, metalúrgicos, químicos, servidores públicos e trabalhadores do transporte coletivo também cruzaram os braços. Pato Branco, Foz do Iguaçu e Cascavel também apresentam atos.

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“O objetivo principal desse 15 de março é alertar a população sobre os riscos dessa reforma proposta pelo governo. Ninguém nega que a Previdência precisa de ajustes. O que não aceitamos é o governo querer impor regras que praticamente vão inviabilizar que a grande maioria da população se aposente. Pela complexidade do tema é preciso ampliar e muito o debate antes de qualquer mudança drástica. É preciso saber primeiro onde ou com quem está sendo gasto o dinheiro da Previdência. É por isso que estamos aderindo ao movimento ‘Todos contra o fim da aposentadoria’, para exigir uma auditoria nas contas da Previdência”, diz o presidente da Força Paraná, Sérgio Butka.