MPF pede a condenação de 66 réus da primeira etapa da Operação Pecúlio

Foto: Sandro Nascimento/Alep
Foto: Sandro Nascimento/Alep
Com informações da BandNews Curitiba

O Ministério Público Federal (MPF) pediu a condenação de 66 pessoas investigadas na primeira etapa da Operação Pecúlio, que apura um esquema de corrupção na Prefeitura e na Câmara de Vereadores de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Os envolvidos respondem pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva e fraude a licitação.

Foram denunciados vereadores, ex-vereadores, ex-secretários municipais e empresários da região. A partir de agora, a defesa dos réus tem um prazo de 30 dias para apresentar as alegações finais. Na sequência, o juiz da 3ª Vara Criminal já pode proferir a sentença.

Segundo as investigações, o ex-prefeito da cidade, Reni Pereira é o líder da organização criminosa que envolve agentes políticos, vereadores, ex-vereadores, além de empresários da região. Entre os esquemas, o grupo recebia propina para aprovar e privilegiar empresários com contratos com a prefeitura.

“A organização ramificava-se partindo do topo da cadeia de comando da municipalidade, passando então pelas secretarias e autarquias, diretores e demais ocupantes de cargos comissionados, além de agentes externos aqui representados por empresários de vários setores, de forma a dar plena vazão às demandas ilícitas, cujo objetivo principal era a captação de recursos desviados dos cofres da prefeitura de Foz do Iguaçu/PR”, diz o relatório da PF.

Operação Pecúlio

A Operação Pecúlio foi deflagrada no dia 19 de abril de 2016. A investigação tem mostrado que servidores públicos de várias secretarias municipais, diretores, agentes políticos, ex-secretários e empresários tinham um esquema montado para desviar dinheiro por meio de fraudes em licitações. A estimativa da Controladoria-Geral da União é de que cerca de R$ 5 milhões foram desviados dos cofres públicos.