Pela primeira vez, população do Paraná passa a do Rio Grande do Sul

Foto: Rodolfo Buhrer / Paraná Portal
Foto: Rodolfo Buhrer / Paraná Portal

Pela primeira vez, a população do Paraná vai ultrapassar a do Rio Grande do Sul. O Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes) informou que por volta das 6h desta quinta-feira (10) a população dos dois estados vai se igualar, chagando a 11.331.597 pessoas cada. Logo depois, o número de paranaenses vai passar a ser maior do que de gaúchos. A contagem pode ser acompanhada em tempo real no site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o IBGE, a população do Paraná cresce mais que o dobro que a do Rio Grande do Sul. A cada dia, estima-se que a população paranaense cresça em mais 205 pessoas, enquanto o Rio Grande do Sul ganha 90 pessoas.

Em média, portanto, o Paraná aumenta uma pessoa na sua população a cada sete minutos e dois segundos. O Rio Grande do Sul, leva mais que o dobro de tempo. A população gaúcha ganha uma pessoa a cada 15 minutos e 55 segundos.

“O Rio Grande do Sul se encontra em um estágio demográfico mais consolidado, com menor taxa de fecundidade, maior expectativa de vida e um saldo migratório negativo, com mais pessoas deixando o Estado do que indo morar nele”, analisa Julio Suzuki Júnior, diretor do Ipardes.

Projeção

O Paraná deve atingir 12,208 milhões de habitantes até 2040. As projeções do Ipardes apontam para o aumento da população idosa e diminuição de jovens. A população de zero a 14 anos deve passar de 20,8% em 2017 para 14,6% do total do Estado. A população idosa, por sua vez (65 anos e mais) passa de 9,2% para 19,9% no período.

Essa tendência, explica o diretor de pesquisas do Ipardes, é verificada em todo Brasil e está associada ao declínio da natalidade e à ampliação da expectativa de vida. Do ponto de vista prático, a compreensão dessa mudança de patamar ajuda, de acordo com Suzuki Júnior, no planejamento de políticas públicas.

Esse novo desenho contemplará, por exemplo, uma demanda maior por serviços de saúde e uma oportunidade para melhorias na educação. “Com o nascimento de menos crianças e por consequência menos alunos em sala de aula, é possível, por exemplo, se adotar um regime de educação integral nas escolas”, exemplifica.