Primeiro boletim de 2017 aponta 366 casos de dengue no Paraná

Foto: Valdecir Galor/SMCS

O primeiro boletim da dengue, zika e chikungunya deste ano no Paraná foi divulgado nesta quarta-feira (11), no final da tarde, pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Apesar de os números serem menores do que os do mesmo período no ano passado nos casos de dengue, o estado registrou casos de zika e aumento de casos de chikungunya.

Desde agosto de 2016 até a primeira semana deste ano, foram confirmados 366 casos de dengue, dez casos de chikungunya e dois casos de zika. Os dois casos de zika no estado foram registrados nas cidades de Paranaguá e Telêmaco Borba.

No mesmo período do ano passado, o Paraná havia registrado cerca de 2 mil casos de dengue. Foram registrados quatro casos de chikungunya e nenhum de zika

De acordo com o coordenador da Sala de Situação da Dengue, Raul Bely, os casos de zika trazem uma preocupação a mais para o governo. “O que nos preocupa é o vínculo do zika com as gestantes e o possível desenvolvimento da microcelafia. Nós tivemos um caso confirmado até agora, em todo esse período”, afirma.

As maiores incidências de dengue aconteceram no norte do Paraná, com mais da metade dos casos registrados no estado. A cidade que mais registrou casos de dengue foi Maringá, no norte, que registrou 116 casos confirmados da doença. A cidade vizinha, Londrina, registrou 96 casos confirmados de dengue.

Bely explica que, no ano passado, a região teve grande incidência e que o clima favorece a reprodução do mosquito transmissor. “Aquela região já é praticamente endêmica. Pela condição climática do norte, noroeste, oeste, de Foz do Iguaçu até Jacarezinho, nós temos notificação e confirmação de casos inclusive no inverno”, lamenta.

As três doenças são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. O cuidado necessário para evitar a proliferação do mosquito é não acumular água parada em recipientes como latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes e pneus velhos. Também recomenda-se usar repelentes, especialmente nas regiões de risco.