Produtores denunciam venda de mel falsificado na RMC

Foto: Reprodução/Divulgação Mundo Estranho
Foto: Reprodução/Divulgação Mundo Estranho
Da BandNews Curitiba

Produtores de mel da Região Metropolitana de Curitiba denunciam a venda de mel falsificado. Segundo os produtores, a versão falsa é feita a partir de xarope de milho, açúcar e corantes artificiais, e tem também rótulo falso. Para o Presidente da Associação Paranaense de Apicultores, Sebastião Ramos Gonzaga, as informações incorretas na embalagem dificultam a rastreabilidade do produto.

“O Ministério da Agricultura tem recebido inúmeras denúncias, mas eles nunca encontram o endereço verdadeiro do cidadão, porque eles usam endereço fictício. O rótulo é adulterado, o produto não tem nada a ver do que está escrito”, alegou.

Na fraude, em algumas embalagens, até mesmo o rótulo do Sistema de Inspeção Federal – SIF e do Serviço de Inspeção do Paraná – SIP são copiados. Por isso é tão difícil identificar quais os produtos são falsos e quais são verdadeiramente produzidos pelas abelhas.

Entre as dicas para testar o produto está colocar uma colher de mel em um copo de água: se ele for verdadeiro, deve afundar no copo. Já o falso deve se dissolver, por ter açúcar como base. Outro teste pode ser feito com um pouco de mel nos dedos: o verdadeiro é absorvido pela pele enquanto o falso fica pegajoso. É preciso também observar o produto: o mel puro cristaliza com o tempo.

Gonzaga orienta que os consumidores procurem o Ministério da Agricultura para verificar a origem dos produtos e a veracidade das informações contidas nos rótulos e destaca que o preço também pode levantar suspeita.

“O barato sempre sai caro. O mel hoje custa R$ 30 o quilo. Instituições que trabalham com mel tem uma marca e um rótulo, pega ambos e liga para o Ministério. Eles têm o Mapa de todas as empresas que trabalham com o mel”, disse.

Mas não precisa ir tão longe: em cada município, a vigilância sanitária é responsável por fiscalizar o produto. Em caso de suspeita de fraude, é possível acionar a vigilância e solicitar uma inspeção.