Paraná registrou 28 mortes por gripe

Francielly Azevedo

Com AEN

Desde o início do ano o Paraná contabilizou 198 casos de gripe, destes 28 foram óbitos. Das ocorrências confirmadas, 89% são referentes à contaminação pelo vírus Inluenza A (H3) Sazonal, que circula por todo Estado. Os dados são do último boletim divulgado, pela Secretaria de Estado da Saúde (SESA), nesta quarta-feira (19).

Durante o inverno, o número de casos da gripe e a transmissão do vírus aumentam, devido à maior concentração de pessoas em locais fechados e com pouca ventilação. Por isso especialista ressaltam que é preciso cuidados redobrados para evitar a doença.

“No frio, as pessoas deixam as janelas de casa, do carro e do ônibus fechadas e limitam a circulação do ar. Além disso, elas também acabam deixando de lado cuidados básicos como proteger a boca ao tossir ou espirrar, lavar as mãos frequentemente e usar álcool gel”, explica o chefe da Divisão de Vigilância de Doenças Transmissíveis, Renato Lopes.

De acordo com Lopes, são atitudes como essas que facilitam o contágio e ajudam na disseminação da gripe. Para evitar, a higiene deve ser prioridade sempre. Também é necessário beber muito líquido, ter uma alimentação saudável e evitar o contato com pessoas que já estejam contaminadas, principalmente no compartilhamento de talheres, copos ou alimentos.


Sintomas

A principal forma de identificar a doença é por meio do diagnóstico clínico. Por isso, em caso de inflamação na garganta, febre, tosse, dores no corpo, fadiga ou calafrios, deve-se procurar atendimento médico o mais rápido possível. A orientação é de que o antiviral Oseltamivir seja prescrito por profissional médico em receituário simples a todos os casos suspeitos da doença, mesmo sem a confirmação laboratorial.

“O tratamento ambulatorial deve ser preferencialmente nas primeiras 48 horas a partir do início dos sintomas do paciente, conforme critério médico, independente de exames laboratoriais”, diz Lopes. O diagnóstico laboratorial é realizado apenas em casos de pacientes sintomáticos internados em hospitais e na ocorrência de óbitos. Existe também a vigilância sentinela da síndrome gripal através de 23 unidades no Estado, que realizam coletas semanais por amostragens para identificação dos vírus circulantes no Paraná.

 

Post anteriorPróximo post
Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Repórter do Paraná Portal e Rádio CBN. Tem passagens pela TV éParaná, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina.
Comentários de Facebook