Escoltados e sob protestos, vereadores presos na Operação Pecúlio tomam posse em Foz

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Com Tabata Viapiana

A sessão plenária da Câmara Municipal de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, durou aproximadamente 15 minutos nesta quarta-feira (18) e foi marcada por protesto. Os cinco vereadores presos na 5ª fase da operação Pecúlio foram empossados na cerimônia. Na última semana, a Justiça deferiu a liminar que autorizava que Anice Gazzaoui (PTN), Rudinei de Moura (PEN), Darci Siqueira “DRM” (PTN), Edílio Dall’Agnol (PSC) e Luiz Queiroga (DEM) fossem empossados.

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Faixas e cartazes com a palavra vergonha e pedidos de renúncia foram espalhados pelo plenário da Câmara, que estava lotado. Na entrada dos vereadores, vaias e mais gritos de vergonha. Os vereadores, que foram escoltados pela Polícia Federal, estavam sem algemas e com roupas sociais. Eles fizeram o juramento e depois assinaram o termo de posse.

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A sessão foi conduzida pelo presidente da Câmara de Foz, Rogério Quadros, do PTB, que ressaltou que estava cumprindo uma determinação judicial ao empossar os vereadores presos.

Confira o vídeo: 

Foto: Reprodução / TV Câmara

Foto: Reprodução / TV Câmara

Para rebater os protestos, também houve bastante apoio aos vereadores presos. Algumas pessoas aplaudiram e gritaram o nome dos parlamentares – tanto que, na saída do plenário, ao final da sessão, pelo menos três deles agradeceram o apoio e acenaram para o público presente no plenário.

Depois de serem empossados, os vereadores retornaram para a cadeia. Eles foram detidos no dia 15 de dezembro, acusados de receberem uma espécie de “mensalinho”, que variava de R$ 5 a 10 mil por mês, em troca de apoio aos projetos da Prefeitura. Todos estão em prisão preventiva, quando não há prazo para soltura.

De acordo com a presidência da Câmara de Foz, os cinco vereadores não vão receber salário justamente por estarem presos. Na primeira sessão do ano, no início de fevereiro, se eles ainda estiverem detidos, o presidente pode convocar os suplentes. Há possibilidade que os vereadores presos também peçam licença não-remunerada.

Ex-prefeito preso

Além dos vereadores, o ex-prefeito Reni Pereira (PSB) também havia sido detido pela PF acusado de chefiar a organização criminosa que fraudava concorrências públicas para a contratação de obras e serviços de Saúde pela Prefeitura.

O ex-prefeito foi indiciado pelos crimes de corrupção ativa e passiva, usurpação de função pública, fraudes a licitações, peculato e formação de quadrilha, além de coação no curso de inquérito policial e também da ação penal.