UFPR protesta contra ‘amputação’ de cursos

Foto: Unila
Foto: Unila

Por Metro Curitiba

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) divulgou uma nota neste domingo (17) protestando contra uma proposta que prevê a criação da nova universidade que funcionaria onde, hoje, é a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), trocando a designação do nome para Universidade Federal do Oeste do Paraná (UFOPR).

A proposta é do deputado federal Sérgio Souza (PMDB), que apresentou na semana passada uma emenda aditiva à Medida Provisória 785/2017. Pela ideia do parlamentar, os campi da UFPR em Palotina e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTPFR) em Toledo, Santa Helena e Medianeira poderiam ser incorporados pela nova UFOPR, mas só caso as instituições sejam favoráveis ao projeto.

Segundo Souza, os alunos teriam garantidas a incorporação automática dos cursos e os funcionários poderiam optar por manter o vínculo original ou transferi-lo para a UFOPR.

A UFPR afirma que a proposta “afeta a UNILA e amputa a UFPR (…) sem qualquer ampliação efetiva do ensino superior”. Os cursos como o de Medicina de Toledo poderiam ser transferidos para a nova instituição, além de todos os de Palotina.

“Esses dois campi efetivamente fazem parte da comunidade universitária da UFPR, compõem sua identidade. Cogitar mudar essa realidade implica em atentar contra a sua própria natureza”, diz o texto. “Universidades não são blocos que se desmontam e montam a partir de desejos ou interesses”, conclui a nota.

A MP 785/17, onde foi incorporada a emenda do deputado, foi proposta pelo Governo Federal para reformular o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) em termos menos vantajosos para os estudantes. A MP está tramitando na Câmara dos Deputados, sem data para votação.