Últimos dois vereadores dos 12 presos deixam cadeia em Foz do Iguaçu

Foto: Divulgação/Depen
Foto: Divulgação/Depen

Os últimos dois vereadores dos 12 presos pela Polícia Federal durante a 5ª fase da Operação Pecúlio, em dezembro do ano passado, foram soltos na tarde desta sexta-feira (17). O ex-vereador Marino Garcia e o vereador reeleito Luiz Queiroga deixaram a Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu 1 (PEF 1), no oeste do Paraná.

Garcia teve a prisão preventiva revogada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e a fiança afastada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Queiroga estava com a liberdade provisória concedida após o pagamento da primeira das dez parcelas da fiança de R$ 100 mil estabelecidas pela Justiça. O STF o desobrigou do pagamento da fiança e os R$ 10 mil pagos devem ser ressarcidos.

Todos os outros dez vereadores já deixaram a prisão. Eles tiveram a liberdade provisória concedida pelo Tribunal.

O TRF4 informou a Câmara de Vereadores, a prefeitura do município e a Assembleia Legislativa do Paraná que todos os presos durante a 5ª fase da Operação. Eles foram afastados da função pública e estão proibidos de ter contato com outros réus e com a prefeitura do município.

Operação Pecúlio

Em abril do ano passado, a Polícia Federal deflagrou a Operação Pecúlio, que investiga um esquema de corrupção na Prefeitura de Foz do Iguaçu, envolvendo fraudes em licitações para a contratação de obras e de serviços na área da saúde.

Os vereadores são suspeitos de receber uma espécie de “mensalinho” em troca de apoio aos projetos de interesse da prefeitura.

Somente em algumas obras de pavimentação no município de Foz do Iguaçu, submetidas a exame pericial pela Polícia Federal, foram constatados prejuízos consumados na ordem de aproximadamente R$ 4,5 milhões, ainda sem levar em consideração o prejuízo potencial em razão da péssima qualidade das obras, o que reduzirá consideravelmente o tempo de vida útil destas.

A investigação tem mostrado que servidores públicos de várias secretarias municipais, diretores, agentes políticos, ex-secretários e empresários tinham um esquema montado para desviar dinheiro por meio de fraudes em licitações.

A estimativa da Controladoria-Geral da União é de que cerca de R$ 5 milhões foram desviados dos cofres públicos.