Unila transforma evento do Dia da Bandeira do Haiti em debate contra a xenofobia

Reprodução / Unila
Reprodução / Unila

A Universidade Federal da Integração Latino-Americana, a Unila, transformou o evento do Dia da Bandeira do Haiti, celebrado nesta quarta-feira (18), em um debate sobre xenofobia e intolerância contra imigrantes. A mudança é motivada pela agressão sofrida por um estudante haitiano, vítima de um ataque no fim de semana, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.

O estudante de Administração e Políticas Públicas da Unila Getho Mondesi, de 33 anos, saiu nesta terça-feira (17) do hospital. Ele foi espancado na madrugada de sábado (14), no centro de Foz do Iguaçu, próximo a um dos alojamentos da universidade.

Testemunhas relataram que um grupo de jovens que praticou a agressão dizia que o haitiano só estava no Brasil por conta da presidente afastada Dilma Rousseff, mas que agora teria que deixar o país. Mondesi participou ontem de um ato organizado por alunos, com apoio da reitoria da Unila, contra a xenofobia.

O caso causou revolta na universidade, formada a partir de um programa de promoção de formação intercultural. A Unila tem cerca de 4 mil estudantes. Pouco menos da metade é formada por estrangeiros, cerca de 75 deles haitianos. O restante vem de outros 15 países.

Segundo a universidade, a instituição está oferecendo a Getho Mondesi acompanhamento médico, psicológico e de assistência social. O estudante também recebeu orientações sobre medidas para garantir seus direitos.