Vereadores presos parcelam fiança e deixam a cadeia em Foz do Iguaçu

Foto Depen
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Os vereadores eleitos em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, Darci Siqueira e Edílio Dall’Agnol deixaram a Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu I, no oeste do Paraná, na quarta-feira (15). Eles foram afastados da função pública e estão proibidos de ter contato com outros réus e com a prefeitura do município.

Eles pagaram a primeira parcela da fiança de R$ 100 mil, que foi dividida em dez vezes, e puderam deixar a prisão. Os suspeitos estavam detidos desde o dia 15 de dezembro do ano passado, quando foi deflagrada a 5º fase da Operação Pecúlio. Na ocasião, 15 parlamentares foram presos.

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) concedeu a liberdade provisória aos vereadores, na terça-feira (14). Na ocasião Luiz Queiroga também teve o pedido de liberdade provisória atendido, mas aguarda a resposta do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o pedido de parcelamento da fiança.  Ele é o único entre os oito vereadores reeleitos presos que permanece na prisão.

Entre os vereadores que foram presos e não se reelegeram, apenas Marino Garcia continua preso aguardando decisão do STF sobre habeas corpus.

Ricardo Andrade, funcionário da Câmara também foi beneficiado com o parcelamento da fiança. Ele é acusado de corrupção passiva e não pode exercer cargo público enquanto durar o processo ou ter contato com pessoas ligadas ao legislativo.

Operação Pecúlio

Em abril do ano passado, a Polícia Federal deflagrou a Operação Pecúlio, que investiga um esquema de corrupção na Prefeitura de Foz do Iguaçu, envolvendo fraudes em licitações para a contratação de obras e de serviços na área da saúde.

Os vereadores são suspeitos de receber uma espécie de “mensalinho” em troca de apoio aos projetos de interesse da prefeitura.

Somente em algumas obras de pavimentação no município de Foz do Iguaçu, submetidas a exame pericial pela Polícia Federal, foram constatados prejuízos consumados na ordem de aproximadamente R$ 4,5 milhões, ainda sem levar em consideração o prejuízo potencial em razão da péssima qualidade das obras, o que reduzirá consideravelmente o tempo de vida útil destas.

A investigação tem mostrado que servidores públicos de várias secretarias municipais, diretores, agentes políticos, ex-secretários e empresários tinham um esquema montado para desviar dinheiro por meio de fraudes em licitações.

A estimativa da Controladoria-Geral da União é de que cerca de R$ 5 milhões foram desviados dos cofres públicos.