Precisamos de mais filhos

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Temos 12 milhões de desempregados, mas poderia ser muito pior se o Brasil tivesse taxas de natalidade do século passado.

Há 50 anos atrás, eram, em média, 6,4 filhos por brasileira e, hoje, só 1,7. Padrão europeu, pois lá nenhum país tem taxa de fertilidade acima de 2,0 filhos por mulher, que é o número necessário para que a população se mantenha estável.

O desenvolvimento econômico, a migração do campo para a cidade, o avanço do feminismo, a participação da mulher no mercado de trabalho, o aumento do número de divórcios, as relações homoafetivas, tudo isso têm provocado um furacão na demografia e nos regimes de previdência.

Como quem trabalha contribui para pagar quem está aposentado, seria fundamental termos mais brasileirinhos nascendo para, daqui a algum tempo, estarem no mercado de trabalho contribuindo para o INSS.

Não é o que está acontecendo.

Se a demografia não ajuda, muitos países estão recorrendo a estímulos tributários para que as famílias tenham mais filhos.

A Polônia implementou o programa 500+, através do qual o governo subsidia metade dos gastos de cada um dos filhos do casal, a partir do segundo. A taxa de fecundidade no país é de só 1,3 filhos por mulher fértil. Desde a implantação da medida, em 1º de abril de 2016, mais de 3,8 milhões de crianças receberam o incentivo.

Outros países fazem o mesmo. E o Brasil vai chegar lá, podem crer.