Servidor Público – Por Que Brigar

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Servidores públicos me perguntam se há risco de eles terem problemas com suas aposentadorias no futuro. Olham para os colegas do Rio Grande do Sul, Rio de janeiro e Minas Gerais, que não recebem salários regularmente, e se inquietam.
Vejam, diferente do governo federal, que pode emitir moeda, títulos públicos e contrair empréstimos internacionais, os estados e municípios não têm essas alternativas de aumentar suas receitas. Eles administram um orçamento cada vez mais apertado. Não sobra quase nada para fazer investimentos, pois a folha de ativos e inativos cresce sem parar.
No futuro, os governantes serão meros gerentes de recursos humanos, pois vão arrecadar impostos só para pagar a folha. Aliás, é o que já acontece nos estados que citei.
Mas respondendo às perguntas, o serviço público terá regras homogêneas ao INSS no que diz respeito à idade mínima e à fórmula de cálculo da aposentadoria.
Com relação à idade, hoje o servidor público já tem uma carência de 60 anos e a servidora de 55 anos. Assim, eles serão menos prejudicados que os trabalhadores do setor privado que ainda se aposentam, em média, aos 54 anos.
Com relação à fórmula de cálculo, se eu fosse servidor, defenderia o fator previdenciário. Por ele, um servidor com 65 anos de idade e só 35 de contribuição teria fator 1 e a máxima aposentadoria possível.
Por fim, não haverá aposentadorias garantidas se não houver previdência privada obrigatória no setor público.