O choro dos crocodilos e quanto custa um senador ao bolso do contribuinte

Foto: Narley Resende

 

Ao chegar na Papuda, em Brasília, o ex-ministro Geddel, que roubou mais de R$ 52 milhões e escondeu a dinheirama em um apartamento em Salvador, caiu em prantos. Também, ao ser preso, foi às lágrimas o rei do gado do Brasil, Joesley Batista. Rodrigo Rocha Loures foi outro que não conseguiu evitar a pressão e também chorou. Se a moda pega, ou seja, se quem chorar terá pena menor, haverá um surto de choradeira no Brasil. Do ladrão de galinha ao presidente da República. Há de se reconhecer a frieza de Marcelo Odebrecht, um homem rico, preso em Curitiba há dois sem derramar uma lágrima.

O custo de um senador

Os três senadores paranaenses – Roberto Requião (PMDB), Gleisi Hoffmann (PT) e Alvaro Dias (Podemos), estão entre os 81 Senadores da República que custaram, juntos, este ano, ao contribuinte mais de R$ 40,2 milhões em salários, cotas parlamentares, gastos com diárias de viagens e envio de cartas. Segundo o jornalista Cláudio Humberto, cada senador ganhou oito salários de R$ 33,763,00 de janeiro a agosto deste ano, mais a primeira parcela do 13º salário. Foram gastos também até agora R$ 44,2 mil por mês de cota parlamentar, além das despesas de viagens. O custo do serviço prestado pelos 81 senadores seria suficiente para contratar 5 mil desempregados, pagando-lhes o salário mínimo.