A ousadia dos malacos nos assaltos a agências bancárias

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O deputado Delegado Recalcatti (PSD) quer ampliar discussões e promover ações que contribuam para a segurança das agências bancárias. A iniciativa foi motivada pelos inúmeros casos registrados de assaltos e explosões de caixas eletrônicos na RMC e no interior do estado.

Somente no mês de janeiro, além de casos registrados na Região Metropolitana de Curitiba, foram “estouradas” agências nas cidades de Piraí do Sul, nos Campos Gerais, e em Guaraqueçaba, no litoral. Nos dois casos, os marginais utilizaram diversos carros e armamento pesado, que nem mesmo a polícia especializada possui.

Segundo Recalcatti, os marginais perceberam a fragilidade nesta área. “Há anos eles estão agindo, estourando caixas eletrônicos com dinamite, ou cortando com maçarico”, lembrou. “Os bancos acabaram tomando uma medida extrema ao reduzir o número de agências e caixas, ou seja, o único prejudicado foi o cidadão”, opinou o delegado, logo após reunião com diretores do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, nesta sexta-feira (9).

Segundo informações do Banco Central, entre dezembro de 2016 e de 2017, 126 agências bancárias foram fechadas e 201 postos de atendimento eletrônico foram desativados no Paraná. Com estas medidas, o número de ataques caiu – de 203 para 126, de acordo com a Secretaria de Segurança – mas não foi o suficiente para inibir a ação dos bandidos, que passaram a assaltar as agências bancárias. “O Estatuto propõe uma série de medidas, criando padrões de procedimentos, equipamentos, entre outras questões relacionadas a estes crimes, visando maior proteção dos funcionários e usuários do sistema bancário”, explicou. A proposta deverá ser apresentada para discussão nas próximas semanas na Assembleia Legislativa do Paraná.

Uma minuta do Estatuto da Segurança Bancária foi apresentada ao gabinete de Recalcatti pelo Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região no segundo semestre do ano passado. Desde então, o deputado tem mantido diálogo com os diversos setores diretamente atingidos pela criação da nova norma. “Inclusive temos conversado com o setor bancário, que se mostrou interessado em participar do debate no Paraná”, afirmou o parlamentar.