Caminhoneiros pedem socorro e ameaçam parar o país

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Há tantas barbáries no país, principalmente em relação à corrupção, envolvendo políticos, que a população e o próprio governo federal não estão levando a sério um protesto que vem acontecendo há 10 dias e que pode parar o Brasil. A greve dos caminhoneiros. Um dos poucos parlamentares que vem defendendo os transportadores é o senador Álvaro Dias (Podemos) que pediu ao governo para rever o aumento do preços dos combustíveis que vem castigando a categoria.
A tribuntação sobre o diesel subiu R$ 0,21 e ficou em R$ 0,46 por litro do combustível. Já a tributação sobre o etanol subiu R$ 0,20 por litro. Mas em Cuiabá, logo após o decreto entrar em vigor, o aumento foi bem maior. O preço do litro da gasolina aumentou até R$ 0,60 em alguns postos de combustível do Paraná.
O líder dos cegonheiros no Estado do Paraná e um dos organizadores do protesto, Wanderley Alves, conhecido como Dedeco, disse que o governo Temer deveria reduzir custos e cortar na própria carne para atender as reivindicações dos caminhoneiros, como o aumento do frete. “ Nós merecemos respeito. O aumento dos combustíveis inviabilizou o nosso trabalho, que já estava difícil com o frete baixo e a redução da fiscalização da Polícia Rodoviária Federal. Nós vamos intensificar os pontos de paradas, independentemente de liminar. Nós vamos parar esse Brasil inteiro”, disse.
“Estamos pedindo socorro”, disse, emocionado, o líder dos caminhoneiros de São Paulo, Rogério Alberto Reame, durante a audiência pública. Ele relatou as dificuldades enfrentadas por eles nas estradas, e disse que tem se sentido fracassado diante da família por não estar conseguindo avanços com os protestos. “Dizem para a gente que caminhões não fazem falta, já que as mercadorias podem ser transportadas por navios e aviões, mas é um erro. Querem reduzir nossa importância na logística, mas somos nós que passamos noites em claro na estrada para que os produtos cheguem aos estabelecimentos. O momento é de desespero, mas não vamos desistir”.