Caneladas no “príncipe” Romanelli

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Considerado por muitos como o “príncipe” do Palácio Iguaçu e Assembleia Legislativa, o nosso nobre deputado, Luiz Cáudio Romanelli, também líder do governo na casa, acabou levando um trompasso na semana passada que o tirou do sério. Um espertinho vinculou seu nome nas redes sociais como suposto proprietário de um caminhão de transportes apreendido por policiais do Mato Grosso do Sul com carga suspeita. O caminhão que, segundo nota publicada nas redes sociais, transportava drogas, seria da frota do parlamentar.

Com a bola nas costas, Romanelli ficou uma fera, desmentiu tudo, inclusive com nota oficial da Polícia Federal do Mato Grosso do Sul, informando que não há nenhum vínculo com o deputado paranaense. Foi uma baita “marvadeza”.  Romanelli, como todos sabem, é um defensor de primeira fila do governador Beto Richa e tem uma legião de seguidores que o elegem deputada a cada eleição. É polêmico. Talvez, por isso, lhe pregaram essa peça ou, como dizem nas rodas de futebol, lhe deram um baita carrinho.

Pouco antes disso, Romanelli teria entrado em outra bola dividida. Foi à imprensa afirmar que o candidato ao Governo do Estado, ex-senador Osmar Dias (PDT) assinaria ficha no seu partido, o PSB, e bateu de frente com o presidente da sigla, Severino Araújo,  que, em carta, disse que Dias não era unanimidade. Romanelli ficou furioso e desclassificou o presidente do PSB, dizendo que a carta era pessoal e não representava a vontade da maioria da agremiação. Ou seja, falou como se fosse o dono do partido.

Romanelli  já conhece esse veneno, mas parece que não aprendeu a lição. Foi ele que, quando estava no PMDB, fez levante contra o então presidente do partido, Roberto Requião. Bem, todos sabem o que aconteceu: foi expulso do partido. Pelo jeito, se não andar na linha dentro do PSB ou ele terá que procurar um outro partido ou o nosso Maquiavel destituirá o presidente e assumirá.