Cida Borghetti leva a fé religiosa para governar o PR

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A vice-governadora do Estado do Paraná, Cida Borghetti, não está sozinha na nova travessia de sua vida política. Para a longa jornada que poderá conduzi-la à cadeira oficial de governadora, ela conta com a ajuda de uma equipe bastante promissora: 22 imagens de santos colocadas com capricho em um balcão à frente da sua mesa no gabinete da vice-governadoria. São 11 “meninas”, como as trata com carinho e respeito e outras 11 Nossa Senhora Aparecida, sua santa de fé. “E vou fazer o trajeto do Rio Tietê, em barco de pescador, desde o local onde Nossa Senhora Aparecida foi encontrada pelo pescador até o santuário”, afirma a candidata ao Governo do Estado.

Com a ajuda e proteção da santaiada, Cida Borghetti conta, também, com sua experiência na vida política, começando pela Assembleia Legislativa, onde foi deputada e dona, até hoje, do maior número de leis aprovadas – mais de 100 – dois mandatos como deputada federal e agora vice-governadora. “Estou em missão, dada por Deus, e tenho confiança de que vou cumpri-la, porque meu trabalho sempre esteve voltado às causas sociais, às crianças, adolescentes, às mulheres e às pessoas mais necessitadas”, observa lembrando que seu grupo político, que começou com Silvio Magalhães Barros, em Maringá, está na estrada há 50 anos se dedicando às pessoas.

Cida tem um histórico e um legado na área social. É de sua autoria, a lei que instituiu o Dia Nacional Contra o Câncer de Mama e, na esfera política regional, foi autora do projeto de lei que criou as regiões metropolitanas de Londrina e Maringá. Guerreira, já fez o caminho de Compostela, na Espanha, percorrendo, à pé, mais de 700 quilômetros, em devoção à sua fé religiosa, velejadora e especialista e artes marciais (Karatê), está de novo na estrada, onde busca apoio dos paranaenses para cumprir sua missão, a de ser a primeira mulher a governar o Estado d Paraná.

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Foco na educação

Em sua bagagem, além de levar esperança para um Paraná e um Brasil melhor, a candidata mirou seu foco na educação, onde acredita que a partir de um tratamento especial nas escolas às crianças com idade de zero a sei anos, preparando-as com ensinamento e dando-lhes alimentação básica saudável, “teremos uma geração diferenciada para enfrentar os desafios da adolescência e da vida adulta”. Sua prioridade, como governo, será o Programa da Primeira Infância que resultará em educação, saúde e direitos humanos.

Cida, como candidata ao Governo do Estado, não precisa se desincompatibilizar da função pública que exerce hoje, de vice-governadora, e pretende assumir o Palácio Iguaçu em abril do próximo ano, caso o governador Beto Richa saia para disputar uma vaga ao Senado. “Serei candidata de qualquer forma, ou seja, na cadeira, ou de governadora ou de vice”, afirma. Ela acredita, no entanto, que Beto Richa, que já fez história na política, a exemplo de seu pai, José Richa, será mais um representante do Paraná no Congresso Nacional, como Senador da República.

Apostando na fidelidade do governador Beto Richa em sua campanha ao Governo do Estado, Cida não mostra rancor político e acredita que os demais candidatos, Ratinho Junior e Osmar Dias estarão com ela no mesmo palanque. “Há espaço para todos”, brinca. Disse que vem sendo recebida com muito carinho pelo povo paranaense e que circula com desenvoltura em todas as áreas e junto aos empresários, sociedade civil e no mundo político.

Em suas visitas ao interior do Estado tem recebido apoio de prefeitos que agradecem as ações que vem sendo feitas pelo seu marido, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, que não esconde sua preferência em apoiar a saúde pública em seu estado. “O Paraná, com Beto Richa e Ricardo Barros, é o estado que mais investe em saúde pública no Brasil”, observa.

Papel do Congresso

A candidata disse que a crise no Brasil já passou e lembrou de seus antepassados – italianos e austríacos – que vieram ao Brasil em busca de um mundo melhor e conseguiram sucesso. “O pior já passou, sou bastante otimista”, disse. Para ela, o Congresso Nacional, embora desgastado em função de alguns maus políticos e da mídia que hoje desnuda qualquer ação duvidosa, tem um papel muito importante na vida dos brasileiros. “Hoje somos pouco mais de 210 milhões de brasileiros para um Congresso Nacional composto por pouco mais de 600 parlamentares e num país com grande extensão territorial e culturas regionais diferenciadas. A política faz parte do nosso dia a dia e precisamos dela e cabe a todos os cidadãos, avaliar e fiscalizar todos os atos lícitos ou ilícitos”.

Para ela, não houve grandes mudanças no comportamento da sociedade depois dos gritos das ruas, mesmo porque os brasileiros sempre estiveram nas ruas expressando suas indignações. Hoje, no entanto, observa, com as redes sociais e os avanços da comunicação, há maior visibilidade, o que é bom para todos. “Há uma vontade popular legítima e mais acentuada com os efeitos das redes sociais”.

Cida Borghetti se sente feliz e honrada com a sede da Operação Lava Jato no Paraná. “Os procuradores, policiais federais e juízes estão fazendo a lição de casa e, hoje, o juiz federal, Sérgio Moro, é personalidade de destaque mundial pela sua postura, ética e coragem em desmascarar e levar à prisão aqueles que sangraram os cofres públicos em benefícios próprios. Com a força tarefa, espero que a corrupção tenha um fim em nosso país”.

Sobre o Supremo Tribunal Federal, onde hoje tudo acontece, a vice-governador foi bastante polida: “O Supremo tem papel preponderante na vida do país e a responsabilidade em fazer justiça, onde não existe um lado”.