Conselho Federal de Medicina repudia declaração de Barros de que médico não tem disposição para o trabalho

Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, arrumou mais um baita confusão ao desqualificar os médicos brasileiros, sustentando que o médico brasileiro não demonstra disposição para o trabalho. A reação foi de bate pronto, com uma nota de repúdio do Conselho Federal de Medicina que  lamentou a declaração atribuída a Barros.

“Trata-se de manifestação impertinente, que mostra desconhecimento da dedicação dos médicos brasileiros na assistência à população no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), nos diferentes níveis de atenção (baixa, média e alta complexidade), muitas vezes sem contar com adequadas condições de atendimento nos serviços públicos.

Ao afirmar que o médico brasileiro não demonstra disposição para o trabalho, o Ministro da Saúde ignora os esforços dispendidos por estes profissionais, principalmente nos serviços de urgência e emergência.

O compromisso dos médicos com a saúde pública é reconhecido em pesquisa recente do Datafolha que coloca o médico como o profissional de maior confiança e credibilidade entre os brasileiros.

Como a citada pesquisa revela, a população sabe que, entre outros pontos, as faltas de infraestrutura nos hospitais e nos postos de saúde, bem como de uma boa gestão, impedem a obtenção de melhores resultados.

Cabe ao Ministro Ricardo Barros a responsabilidade pela gestão da saúde pública como elemento fundamental aos direitos humanos, que não estão subordinados às leis de mercado e que exigem disponibilidade de meios ordinários imprescindíveis ao Princípio Constitucional do Mínimo Existencial”.

Brasília, 15 de março de 2017.

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA