Emilio Odebrecht confirma a existência de pagamento de propina, mas isenta Marcelo e Palocci

Emílio Odebrecht

 

A corrupção não foi inventada pelo PT, mas, a ganância de algumas de suas lideranças acabou despertando a justiça sobre a ladroeira escancarada. Hoje, por exemplo, Emílio Odebrecht, pai de Marcelo Odebrecht, que está preso há quase dois anos em Curitiba, sustentou, em depoimento ao juiz Sergio Moro, que o sistema de pagamento de propinas descoberto pela Operação Lava Jato existia desde o tempo dele e do pai dele, Norberto Odebrecht – fundador do grupo.

A BandNews FM teve acesso ao conteúdo sigiloso do depoimento ao juiz Sérgio Moro nesta manhã. As gravações ficaram disponíveis no processo eletrônico por alguns minutos, até que fossem colocados em sigilo. Emílio Odebrecht contou que essa forma criminosa de obter contratos do Governo Federal, por meio de repasses ilícitos, só foi encerrada a partir de 2014, com as investigações em andamento.

Emilio Odebrechtcom firmou que sua relação com o ex-ministro Antônio Palocci, principal alvo da Operação Omertà, boa e que se viam com frequência, mas que não discutiram propinas ou doações a campanhas eleitorais. Ele também afirmou que o departamento de propinas da empreiteira não existe e disse desconhecer atitudes ilícitas de Marcelo Odebrecht para conseguir contratos com a Petrobras.

Mas sabia que existia uso de recursos não contabilizados, mesmo antes de Marcelo Odebrecht ser presidente.