Gleisi no banco dos réus e Richa poderá responder pela Quadro Negro

Foto: Rodolfo Buhrer / Paraná Portal

 

A senadora Gleisi Hoffmann e seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, estarão frente a frente com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator da Operação Lava Jato, Edson Fachin. Nada de anormal se não houvesse a especulação de que a senadora paranaense foi uma das articuladoras para que Fachin subisse ao trono do STF. Agora ele tem a espinhosa missão de condenar ou não Gleisi Hoffmann por denúncias de propina da Petrobras em sua campanha para o Senado em 2014. O valor é de R$ 1 milhão.

Senadores, deputados, governadores e outras autoridades vão ter que responder por seus atos perante a Justiça. O Superior Tribunal Federal confirmou, nesta quarta-feira (9), que a abertura de ação penal contra governadores não precisa da autorização das Assembleias Legislativas. O tema retornou ao plenário na conclusão do julgamento de três ações diretas de inconstitucionalidade que tratam de normas da Bahia, do Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

A decisão do STF deve servir de jurisprudência para os outros casos envolvendo processos contra governadores que estão parados no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em função de legislações estaduais. A decisão pode incluir o governador do Paraná, Beto Richa, que tem três pedidos de investigação.