Morte anunciada. Colocaram o último prego no caixão da Operação Lava Jato no Paraná

Foto: Rodolfo Buhrer / Paraná Portal

 

Quando o Ministério da Justiça começou a promover cortes de verbas na Polícia Federal, alegando falta de recursos financeiros, iniciava-se também, nos bastidores do governo federal, com total apoio do Congresso Nacional, um processo estratégico gradual, que colocaria um fim na força tarefa da Operação Lava Jato, o que se concretizou nesta fria quinta-feira, seis de julho de 2017.

Àquela época, já alertava o procurador da República no Paraná, Carlos Fernando dos Santos Lima, quando disse que não havia verbas para trazer delegados da Polícia Federal para o Estado e o quadro que tinha começou a minguar.

O estranho é que tudo começou em Curitiba, ou seja, a maldita “República de Curitiba”, a qual o ex-presidente Lula pediu para a equipe da então presidente Dilma Rousseff ficar de olho. Deu no que deu. Até mesmo o deputado federal, Osmar Serráglio, que brincou de ministro percebeu a trama e tirou o time de campo.

Hoje, com certeza, os presos Vips que estão cumprindo pena em Curitiba e as centenas de políticos denunciados na Operação Lava Jato estão comemorando o desmanche de uma força tarefa que conquistou o coração da maioria dos brasileiros. Acredito que isso terá repercussão nas ruas, onde certamente a população voltará a reagir com firmeza contra os desmandos e as sacanagens que estão fazendo no âmbito do com bate à corrupção.

Quando o procurador Delton Dallagnol também apresentou no Congresso Nacional as 10 medidas contra a corrupção no Brasil, com mais de três milhões de assinaturas, já percebemos uma reação contrária por parte dos parlamentares. Imaginem agora, onde o próprio presidente da República foi denunciado no esquema de propina.

Veja a justificativa da Polícia Federal em relação ao caso. E lembramos que a Polícia Federal é parte do governo, ligada ao Ministério da Justiça. Não tem como fugir às ordens de cima.

 

 

Sobre o efetivo da Superintendência Regional no Paraná, a Polícia Federal informa:

 

  1. Os grupos de trabalho dedicados às operações Lava Jato e Carne Fraca passam a integrar a Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas (DELECOR);
  2. A medida visa priorizar ainda mais as investigações de maior potencial de dano ao erário, uma vez que permite o aumento do efetivo especializado no combate à corrupção e lavagem de dinheiro e facilita o intercâmbio de informações;
  3. Também foi firmado o apoio de policiais da Superintendência do Espírito Santo, incluindo dois ex-integrantes da Operação Lava Jato;
  4. O modelo é o mesmo adotado nas demais superintendências da PF com resultados altamente satisfatórios, como são exemplos as operações oriundas da Lava Jato deflagradas pelas unidades do Rio de Janeiro, Distrito Federal e São Paulo, entre outros;
  5. O atual efetivo na Superintendência Regional no Paraná está adequado à demanda e será reforçado em caso de necessidade;
  6. A Polícia Federal reafirma o compromisso público de combate à corrupção, disponibilizando toda a estrutura e logística possível para o bom desenvolvimento dos trabalhos e esclarecimento dos crimes investigados.