O circo está montado a espera do protagonista

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Curitiba volta a ser cenário de um grande picadeiro de circo. O lulopetismo invadiu a cidade com discurso pronto de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é instrumento de conspiração de grupos que querem vê-lo fora da política. Como se a Operação Lava Jato, que levou para a cadeia os maiores empreiteiros do país e influentes políticos, estaria a serviço exclusivamente para criminalizar Lula.

Tríplex e sítio de Atibaia. Isso não é nada diante das acusações de delações premiadas da participação do ex-presidente em corrupção no país e fora dele. Um mar de lama que, em dinheiro, daria para compras dezenas de apartamentos à beira mar e dezenas de sítios ou propriedades rurais. São Medidas Provisórias negociadas com empresários e banqueiros, além de outras benesses.

Lula, ao invés de espernear, deveria dar lições ao país e dizer que está à disposição da justiça e da sociedade para prestar contas e, é claro, se defender das acusações. Mas prefere o confronto, usa a estratégia de guerrilha, incentivando exigindo a presença de milhares de desocupados em Curitiba, sob barracas e à base de pão com mortadela.

O que Lula quer é transformar o Tribunal Judicial em palanque político e Curitiba em praça de guerra. O lulopetismo já está convocando a militância para um encontro nesta quarta-feira, às 19 horas, na Boca Maldita, centro de discussões políticas da capital paranaense para aquele que será, sem dúvidas, seu primeiro comício rumo à Presidência da República.

Não pense Lula e sua tropa de choque que não haverá resistência em Curitiba. Lideranças de movimentos contra o ex-presidente e a favor da Lava Jato também estão preparados para o Dia D, ou seja, para esta quarta-feira. Se haverá confronto ou não, é difícil prever, mas a Polícia Militar e órgãos de segurança pública estão monitorando.

Todos já sabem o que Lula falará ao juiz federal Sergio Moro: não sabia de nada.