O País virou no chapéu velho e o povo fica sem respostas

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A pergunta que se faz, nesta manhã fria de quinta-feira, em Curitiba, é que rumo o país tomará depois de tantas denúncias que envolve o coração da política brasileira. Qual o futuro dessa grande nação? A primeira resposta está no próprio Congresso Nacional que colocará um freio nas propostas de reformas tão necessárias para o crescimento e até a sobrevivência do país. Tais proposta serão, efetivamente, sepultadas ou o presidente Michel Temer conseguirá sair desse lodaçal e manter a frágil governabilidade?

Esta quinta-feira é de perguntas e poucas respostas. Como ficará o cenário político, a economia e qual a reação das lideranças petistas em todo o país? Ninguém sabe responder, pois é arriscado, neste momento, prever o destino de Temer, já que Aécio Neves certamente irá para a prisão e terá seu mandato de senador cassado, além de perder a presidência de um dos maiores partidos do país.

No meio dessas irriquietas questões, só podemos afirmar que a Operação Lava Jato, coordenada pelo juiz federal Sérgio Moro acabou mostrando a que veio e que, para ela, não importa cor partidária ou mesmo pessoas. A ordem é limpar, é passar o Brasil a limpo. Nas malhas da operação não tem peixe graúdo ou miúdo. Todos são iguais perante a lei, em casos de prática de negócios ilícitos. Uma resposta à sociedade que temia seu fracasso diante da insistente defesa de Lula que sustentava perseguição política.

O que dizem, agora, os defensores de Lula em relação à criminalização do ex-presidente pela Operação Lava Jato? Certamente nada. O que sabemos, diante deste tenso e borrado quadro é que a Lava Jato não para por aqui e a expectativa será a delação do ex-ministro Antonio Palocci, o dono do dinheiro das campanhas do PT.

No meio das chamas, surgem nomes para assumir o Palácio do Planalto. Entre eles, o de João Dória, de Jair Bolsonaro e do paranaense, Alvaro Dias. Pelos menos, até agora, nada constam contra eles Nas operações da Lava Jato.