O Paraná está de luto com a morte de Justus

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Discreto, paciente e pensador, o engenheiro Wilson Justus Soares, nos deixa aos 69 anos de idade, vítima de um câncer que, impiedosamente, interrompeu uma vida de sucesso e ensinamento. Professor de Engenharia  da Universidade Federal do Paraná, ex-diretor-geral, ex-secretário de Estado dos Transportes e atualmente Superintendente Administrativo e Financeiro da Agência Reguladora do Estado – Agepar – Justus surpreendeu seus amigos e admiradores com uma morte rápida em pleno exercício profissional.

No Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná – DER – onde atuou por mais de 30 anos, Justus só se despontou para o exercício político da administração pública quando o então diretor-geral do órgão, no governo José Richa, o também engenheiro Heinz Herwig o tirou da bancada de uma pequena sala no quarto andar do prédio da Secretaria dos Transportes e o nomeou diretor. A princípio, não queria, pois sempre esteve mergulhado em mapas rodoviários, projetos de engenharia e em estudos de obras de artes, sua especialidade como professor.

Em seguida, Herwig assumiu a Secretaria dos Transportes e, com  o falecimento do engenheiro Gil  de Azevedo Leal, Justus foi nomeado diretor-geral do órgão e, posteriormente, com a saída de Herwig, que foi nomeado conselheiro do Tribunal de Contas, assumiu a pasta. Justus também passou pela Prefeitura de Curitiba, no governo Beto Richa onde foi o responsável pela construção da Linha Verde.

Heinz, como secretário dos Transportes, tinha nos engenheiros Wilson Justus e Antonio Correia Ribas, suportes de linha de frente para os grandes programas de rodovias realizados no Estado do Paraná. Ao lado deles, estavam Alfredo Stratmann, Maurício Ferrante, Paulinho Dalmaz, Gilberto Loyola, Dalton Fernando, João Batista, Wilson Kuster e outros que completavam o time que construiu mais de seis mil quilômetros de rodovias.

Justus era o ponto de equilíbrio desse grupo que revolucionou o sistema rodoviário no Estado em quase quatro décadas. Qualquer dúvida em termos de projetos, principalmente de cálculos financeiros, Justus era chamado para os ajustes e palavra final. Foi, também, um dos principais responsáveis pela implantação do modelo de pedágio no Estado.

Trabalhei, por décadas, ao lado desse time e também sempre fui me aconselhar junto ao Justus quando tinha dúvidas na produção de textos técnicos no setor de rodovias e pontes. Foi, portanto, um grande amigo, o qual admirava e tenho certeza que o Paraná Perdeu um gestor público e a brava rapaziada do DER e Secretaria dos Transportes um técnico, um profissional exemplar e um amigo.