O velho problema das pichações em Curitiba

pichações

 

O novo presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), empresário Gláucio Geara, começa o ano de 2017 com os mesmos problemas de 2016: pichações e moradores de ruas. Em relação às pichações, há comerciantes que arcam com prejuízos mensais de R$ 2 mil só para manutenção das fachadas das portas das lojas. “A sujeira fica ainda mais evidente aos finais de semana, quando as portas de estabelecimentos comerciais estão fechadas”, lamentou Gláucio. “A capital paranaense é admirada internacionalmente pela limpeza e organização, porém o atual cenário, que demonstra abandono e falta de cuidados, não tem feito jus ao status de cidade-modelo”, disse.

De acordo com o coordenador do Conselho Centro Vivo da ACP, o vice-presidente Camilo Turmina, ações contra atos de pichação serão reforçadas em 2017. “O Centro Vivo, setor que lida com as demandas mais urgentes do comércio local, estará empenhado na busca de soluções para o problema e, para isso, contaremos com o envolvimento do poder público. Assim certamente alcançaremos melhores resultados”, garantiu Turmina.

A pichação é considerada vandalismo e crime ambiental, com pena de detenção de 3 meses a 1 ano e multa para quem pichar, grafitar ou por qualquer meio conspurcar edificação ou monumento urbano. Para coibir a pintura ilegal de estabelecimentos comerciais e também evitar assaltos e arrombamentos, empresários da Rua XV liderados pela ACP, contrataram, desde o ano passado, ronda motorizada que vigia a Rua das Flores e transversais das 22h às 6h. O resultado tem sido positivo: desde dezembro, mês em que a ação teve início, não houve registros de ocorrências nos locais.