Paraná de olho na violência no Rio

Foto: PMPR

Ganha dimensões e fica fora do controle a violência que se espalha pela mais bonita cidade do Brasil, o Rio de Janeiro. Até mesmo a Secretaria Estadual de Segurança Pública parece jogar a toalha. Temos assistido, pela mídia, cenas de horror, com marginais atropelando mulher grávida, bandido atirando em adolescente por causa de um simples celular e balas perdidas vitimando crianças e adultos.

Agora mesmo, na manhã desta segunda-feira, a semana começa ainda sob o reflexo da violência no fim de semana, com tiroteio que fechou a fechou a Linha Vermelha e levou motoristas e passageiros a se refugiarem em um Batalhão da Polícia Militar. O governo estadual não sabe o que fazer, embora tenha equipamentos necessários para o combate à violência e à criminalidade.

São uma morte por dia no Rio de Janeiro e um derrame de armamento pesado nas mãos dos bandidos. Embora o governo estadual tenha um razoável contingente de policiais, não consegue dominar o crime. Além de civis, também policiais são mortos e, é claro, bandidos. Conversando com um delegado de polícia civil aqui do Paraná, que preferiu não se identificar, há uma expectativa sombria de que essa marginália desça e comece a desgraçar, também, as cidades do Sul do País.

Segundo ele – os números e estatísticas não revelam – a criminalidade “importada” já está presente em cidades como Curitiba e Porto Alegre. Os órgãos de segurança do Paraná – Polícia Militar, Científica e Civil – estão monitorando todas as entradas no Estado em especial dentro das penitenciárias, de onde a criminalidade é comandada. O governador Beto Richa está ciente deste problema e vem aumentando o efetivo. Quer policiais nas ruas, patrulhando.

No mês passado o governo entregou uma série de armas importadas à Polícia Civil que já conta, também, com um helicóptero e distribuiu mais de 200 viaturas às principais cidades do Estado, sinal de que está de olho na onda de violência.