Perguntas  que, jamais, terão respostas

Foto: AEN

 

A artilharia foi pesada no Palácio Iguaçu esta semana. Houve fissuras e rachaduras também na Assembleia Legislativa e no Tribunal de Contas do Estado. Nada que ninguém não sabia. O vazamento da delação premiada do empresário Eduardo Lopes de Souza, dono da Construtora Valor e principal peça da Operação Quadro Negro, apenas antecipou o que o próprio governador Beto Richa teria avisado: vá lá e apague tudo.

A pergunta que se faz, agora, é a que se o delator afirmou que apagou tudo, inclusive conversas comprometedoras no celular, como provará tudo isso, já que para obter penas leves com delação premiada, tem que ter provas?  E, segundo os três dias de malhação dos Judas da  RPC, Lopes de Souza disse que provará tudo. O próximo capítulo deverá desvendar os mistérios, já que, como é de praxe, todos negaram as acusações.

Muitas perguntas surgirão no decorrer da semana curta. Como o governador Beto Richa vai reagir a tudo isso em seus novos pronunciamentos? Como a Assembleia Legislativa vai explicar as ações que vem divulgando à sociedade sobre transparência e lisuras? E o Tribunal de Contas, órgão desgastado, como explicará o suposto envolvimento de seu presidente, Durval Amaral, com recebimento de mesada do filho, deputado Tiago Amaral?

Ratinho Junior, que pediu o boné antes do terremoto sabia de tudo? Osmar Dias continuará cortejando o Palácio Iguaçu com vistas ao Governo do Estado? O que esbravejará nas redes sociais, o senador Roberto Requião? Portanto, muitas perguntas e, com certeza, pouquíssimas respostas.