Políticos querem R$ 3,6 bilhões para campanhas. Viraram as costas para a sociedade e para o país

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Efetivamente o Congresso Nacional – salvo poucas exceções – dá mais uma mostra de que seus interesses próprios vão além das inúmeras tentativas e esforços para salvar a nação, afundada em dívidas e com mais de 13, 5 milhões de pessoas desempregadas. Ao discutir a reforma política e colocar como prioridade a instituição de R$ 3,6 bilhões de fundo político para financiar campanhas, nossos parlamentares dão as costas ao país e ao povo.
Enquanto segmentos da sociedade, como a Procuradoria Geral da República tenta combater a corrupção, através da Operação Lava Jato e a própria Presidência da República procura saídas para cobrir o enorme rombo no déficit público, o Congresso Nacional vai ao contrário e propõe o sangramento para fazer campanhas políticas.
O pior, que esses mesmos políticos, que pregam, aos berros, a necessidade de se discutir com a sociedade ações que envolvem os destinos do país, fazem o contrário pois não houve qualquer debate prévio com a sociedade sobre esse absurdo fundo partidário.
Até o próprio presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, se surpreendeu com a proposta e disse que isto “gera uma sinalização equivocada na sociedade, mostra que a politica não quer dar soluções concretas para o futuro, mas para hoje”.
A reforma não parece a melhor, pelo que a gente vê na imprensa. Houve aprovação e temas polêmicos como permanentes, que deveriam ser transitórios, como o fundo eleitoral. Infelizmente se decidiu manter valor alto, que a sociedade não aceita. Como um valor permanente, acho muito grave”, afirmou Maia, que atacou também o fim “abrupto” do financiamento privado de campanha, ainda que facilitasse atos de corrupção.