Que o lixo não seja varrido para debaixo do tapete. Lula vem aí

Joesley Batista presta depoimento na Polícia Federal em SP
São Paulo - O empresário Joesley Batista, dono da JBS, deixa a sede da Superintendência da Polícia Federal após prestar depoimento (Rovena Rosa/Agência Brasil)
Joesley Batista presta depoimento na Polícia Federal em SP São Paulo - O empresário Joesley Batista, dono da JBS, deixa a sede da Superintendência da Polícia Federal após prestar depoimento (Rovena Rosa/Agência Brasil)

 

A prisão dos três principais responsáveis pela bandalheira que ocorreu no País nos últimos anos –Marcelo Odebrecht, Joesley Batista  e Ricardo Saud, da Odebrecht e J&F – traz mais um naco de esperança ao cidadão brasileiro que foi enganado ao longo de anos com notícias de um governo populista que se dizia estar salvando a nação da miséria e da fome.

A queda do rei do império do gado e do bilionário da construção, encontrou, no patriotismo dos procuradores da República, da Polícia Federal e do juiz federal Sergio Moro, uma luz para o fim da impunidade e da bandidagem. Agora só falta o Supremo Tribunal Federal entender que é preciso varrer para o lixão os assaltantes do povo brasileiro e colocar na cadeia os políticos envolvidos no maior escândalo de corrupção do País.

Esta é a expectativa da sociedade. Joesley e Saud evitaram constrangimento maior e se entregaram à Polícia Federal em São Paulo. A prisão foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao concluir que os colaboradores – delação premiada – omitiram informações a partir das gravações entregues pelos próprios delatores como complemento do acordo.

De acordo com decisão do ministro os delatores terão de cumprir inicialmente prisão temporária, com prazo de cinco dias. Depois, o encarceramento pode ser estendido por igual período ou convertida em prisão preventiva, sem prazo para acabar.

A prisão dos empresários deve ter caído como bomba de Kim Une no Congresso Nacional e no próprio Palácio do Planalto, onde estão na mira da justiça o presidente Michel Temer, deputados e senadores como Romero Jucá e Gleisi Hoffmann, também citados em denúncias como beneficiários de propina.

Dia 13 será um mais um dia agitado em Curitiba, onde o ex-presidente Lula, acusado de ser o comandante de todo o esquema de corrupção na Petrobrás, dará depoimento ao juiz federal, Sérgio Moro.