Reformas barram na miopia política e paranaenses dão exemplos

Congresso Nacional em Brasília

 

Por mais que o governo central tente mostrar à sociedade e aos políticos a necessidade de se fazer as reformas trabalhista e previdenciária, o que observamos são alguns parlamentares míopes que sequer tem conhecimento do assunto e pouco sabem o que fazem no Congresso Nacional. Nos referimos a uma parte da bancada paranaense, já conhecida por sua inexpressividade, e dúbia em relação a defesa dos interesses do Paraná e dos paranaenses.

O Palácio do Planalto vem encontrando dificuldades para cumprir com algum êxito os objetivos das reformas que, a médio e longo prazo, poderiam reverter a crítica situação econômica e social que o país vive. Essas dificuldades estão essencialmente no campo político.

Em nome de “direitos sociais e igualdades”, deputados federais paranaenses como Luciano Ducci (PSB), Leopoldo Meyer (PSB) e Fernando Francischini (Solidariedade) votaram contra a reforma Trabalhista e ameaçam fazer o mesmo em relação à previdenciária, apenas pelos interesses de sindicatos e manutenção de votos à continuidade na Câmara Federal.

Infelizmente, tais políticos usam a previdência e a legislação trabalhista de forma bastante irresponsável para se capitalizarem perante setores da sociedade e nunca pensando no bem-estar dos cofres públicos, pois sequer enxergam à frente da palma da mão.

Alguém por acaso já ouviu um desses nossos representantes no Congresso Nacional falar sobre obstáculos que teremos pela frente no caso das aposentadorias e instruir a sociedade, apresentando propostas para melhorar os termos das reformas?

É certo que reformar a previdência e a legislação trabalhista implica na alteração dos direitos sociais. Direitos individuais e direitos sociais continuarão sendo temas de discursos inflamados, carregados de ideologias, para multidões que desconhecem as reais necessidades de reformas e muito menos as raízes da crise econômica do país.

Na área previdenciário, a reforma procura manter a viabilidade do sistema de aposentadorias de forma a evitar prejuízos que impliquem perdas e acabe em um colapso. Os governos Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva tiveram que ajustar o sistema e pagaram o preço político no campo da popularidade. Não será diferente com Michel Temer.

Em recente discurso para senadores, no Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer reafirmou a importância das reformas que estão sendo feitas pelo governo, que às vezes se traduzem em medidas consideradas “amargas”, mas que são necessárias para combater a “recessão profunda” que o País enfrenta. “O primeiro passo é, precisamente, tirar o País da recessão para depois começar o crescimento e daí, do crescimento, nascer o emprego”, declarou.

Entre as medidas antirrecessivas, Temer destacou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita o teto dos gastos públicos pelos próximos 20 anos, que tem contado com um “apoio extraordinário” do Congresso Nacional em sua tramitação. A PEC, que contribuirá para sanar o déficit público de R$ 170 bilhões, foi aprovada em dois turnos de votação pela Câmara dos Deputados e deve ser aprovada pelo Senado no próximo mês de dezembro.

A reforma da Previdência é a próxima a ser encaminhada pelo Congresso. O texto, que está sendo concluído por técnicos do governo, contará ainda com a contribuição das centrais sindicais, de setores sociedade e dos líderes da Câmara e do Senado. Na sequência vem a reformulação das relações de natureza trabalhista.

Temer elogiou o apoio do Legislativo e ressaltou que essa parceria é necessária para governar o País e colocá-lo novamente no caminho do crescimento econômico.

quando nós começarmos a sair da recessão, evidentemente, nós vamos para o crescimento e vamos para a busca do emprego, que virá pouco a pouco”, apontou o presidente.