Segurança nas estradas paranaenses acende luz vermelha

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A segurança nas estradas paranaenses pedagiadas acendeu luz vermelha na Assembleia Legislativa e parlamentares fizeram audiência pública para discutir o assunto. Nas rodovias pedagiadas, 92% dos acidentes acontecem por fatores humanos e 4% por falhas mecânicas, revelou o diretor das concessionárias que adminstram o Anel de Integração, João Chiminazzo Neto.

No ano passado, 2.358 acidentes graves foram registrados e,no mesmo período, 652 pessoas morreram nas estradas paranaenses.

Para o diretor da Agência Reguladora – Agepar –  Cezar Augusto Silvestri, o órgão baixou uma resolução que prevê melhor sinalização da pista no caso de obras ou acidentes. A previsão é de que as concessionárias se adequem às exigências da resolução até o final do mês de novembro.

A sinalização na pista por parte das concessionárias deve ocorrer a uma distância de 1.500 metros do acidente ou de eventuais obras no trecho. Além disso, a normativa prevê placas luminosas e a ronda de motocicletas com giroflex ligado em mil metros do final da fila nos casos de congestionamentos na rodovia.

“Esta resolução pretende melhorar a prevenção de acidentes e informar os motoristas sobre intervenções na pista. Ou seja, há previsão de que em 2.500 metros o motorista tenha conhecimento de acidente ou de obras. Isso evita o engavetamento e futuras tragédias. No caso de descumprimento, as concessionárias poderão ser multadas ou autuadas”, afirmou Silvestri.

De acordo com o superintendente da Polícia Rodoviária Federal, Adriano Marcos Furtado, embora tenha havido uma diminuição no número de acidentes nos últimos anos, em razão de uma ampla fiscalização, das operações e blitzes nas estradas paranaenses, os índices ainda preocupam. “Mesmo com a dificuldade orçamentária, com limitações de pessoal, temos buscado alternativas para reduzir as infrações e acidentes. Os números diminuíram nos últimos anos, mas ainda são preocupantes”.

Nos últimos dois anos no Paraná, a PRF aplicou 740 mil multas, em grande parte por excesso de velocidade. Furtado disse ainda que um terço do total de caminhões que trafega no estado não teria sequer condições mecânicas e de conservação para trafegar. O policiamento também em 2017 já realizou 378 prisões de motoristas embriagados.