Temer governará acompanhado da sombra do terror

Fotos: Carolina Antunes / Marcelo Camargo

 

Embora o chefe da Casa Civil da Presidência da República, Elizeu Padilha garanta que não haverá retaliações aos infiéis que votaram pelo não arquivamento da denúncia do procurador da República Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer, há quem sustente o contrário.

Segundo se fala em Brasília, Temer vai se dedicar a cumprir acordos que negociou para garantir a vitória na Câmara, o que deverá implicar em uma minirreforma ministerial. Políticos que se beneficiaram do governo Temer e votaram contra ele perderão espaço. A chapa vai esquentar principalmente junto aos tucanos.

Sobre os parlamentares paranaenses que votaram pelo sim e pelo não, o que vimos foi filme do impeachment de Dilma Rousseff: “pela minha família e pelo Brasil, voto não…pela economia e pelo Brasil, voto sim… Nada de expressivos, como sempre.

Antes de colocar o rolo compressor para aprovar a reforma da Previdência, o presidente que saiu da UTI terá cinco dias para responder ao Superior Tribunal Federal sobre os aumentos dos combustíveis. Isto significa que o governo se manterá no governo mas como palanque em banhado.

Janot, que pegou Temer para Cristo, tem várias cartas nas mangas e aposta nas denúncias que estão por vir, especialmente as de Eduardo Cunha. Ciro Gomes, candidato à Presidência da República esbraveja pelo Nordeste que Temer não resistirá aos novos focos de incêndio.