Tiro no pé, a bomba de Kim e defesa de Richa

Fotos: Carolina Antunes / Marcelo Camargo

 

Enquanto em Brasília a bomba de Rodrigo Janot está fazendo um estrago no governo e na própria Procuradoria Geral da República, com a participação explícita do ex-procurador, Marcelo Muller, assessor de Janot, nas ações criminosas de Joesley Batista, na Correia do Norte, o governo brasileiro poderá determinar a evacuação da embaixada do Brasil em Pyongyang, diante das ameaças de Kim Jongun.

Pois é. Janot, que está infernizando a vida do presidente Michel Temer, acabou descobrindo, tardiamente, que um de seus principais assessores estaria fazendo parte da organização criminosa dos irmãos Batistas, trabalhando em uma escritório de advocacia que prestava serviços à JBS.

Propina de Lula

Já o empresário Marcelo Odebrecht afirmou segunda-feira, durante audi^wncia com o juiz Sergio Moro que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabia da planilha “Italiano” de recursos destinados ao PT mantida pelo Setor de Operações Estruturadas da empresa, conhecido como departamento de propina. Segundo ele, os valores sacados em espécie por Branislav Kontic, teriam como destino o ex-presidente.

No depoimento, Marcelo Odebrecht disse que ficou claro para ele que Lula sabia porque em 2010 pediu que seu pai, Emilio Odebrecht, falasse com o então presidente Lula porque o valor que o grupo doaria para a campanha não seria muito alto, uma vez que os desembolsos para o PT começaram bem antes, em 2008. Ele disse que logo depois foi interpelado por Antonio Palocci, que questionou o valor que já havia sido creditado ao partido.

Defesa de Richa

E aqui, em casa, o governador Beto Richa grava vídeo onde pede para a população que ouça sua versão sobre a delação de Eduardo Souza, dono da Valor, que o acusou de ter recebido propina para campanha: “é um mentiroso, um criminoso que quer redução da pena a custas de denúncias sem qualquer fundamento”.